Lando Norris enfim correu como favorito, controlou seus rivais imediatos e se torna o mais novo campeão mundial de Fórmula 1. O britânico precisava finalizar em terceiro e assim o fez, com Max Verstappen disparando na frente para vencer e dominar em Abu Dhabi, enquanto Oscar Piastri usou uma tática diferente para ser segundo. Com o regulamento debaixo do braço, mesmo com o rival holandês sendo o maior vencedor da temporada, com oito conquista, Norris levou o caneco maior, de campeão com a McLaren.
A largada manteve as posições dos três primeiros, enquanto Fernando Alonso pulou feito gato, passou George Russell e quase colocou sua McLaren em quarto, pressionando Charles Leclerc por três curvas. Mas a Ferrari se manteve adiante e foi pressionar Norris.
Isso porque Piastri botou por fora do companheiro e fez um passão bonito para ao menos dar o recado de que ele também tinha material para levar o título. Norris manteve a calma e se consolidou em terceiro, evitando um único ataque de Leclerc.
A partir daí o xadrez era mental, com poucas ações diretas que Red Bull e McLaren pudessem mudar os destinos da corrida. Uma turma antecipou os pit-stops, caso de Nico Hulkenberg, das Williams e a Haas de Oliver Bearmann.
A Red Bull tentou mais uma cartada segurando Yuki Tsunoda fora dos pits para esperar a chegada de Norris após o pit do britânico. Veio a ordem de tentar tudo, o japonês fez um zig-zag intenso na frente da McLaren, mas Norris colocou quase por fora da pista e passou. A direção de prova puniu Tsunoda pela manobra e fez vista grossa pela saída de pista de Norris, levando em conta a manobra irregular do japonês.
Na luta do meio do pelotão, as Racing Bulls afundaram. Alonso e Ocon adiaram um pouco seus pits para habilitar a tática de uma parada só. O espanhol mesmo assim voltou agressivo e passou três carros para retomar o sétimo lugar, sexto quando todos pararam. Gabriel Bortoleto até ali era competitivo e pressionava Alonso, mas com os pneus duros a Sauber não manteve o rendimento.
As Haas rapidamente subiram o pelotão e superaram o brasileiro, com Ocon e Bearmann formando atrás de Alonso. O espanho, para variar, mesmo com a turma usando asa móvel, dificílimo de passar. Quem também chegou na festa, com tática alternativa e de pneus médios, foi Lewis Hamilton. O britânico se recuperou de um treino muito ruim para passar Bortoleto, Bearmann e ser oitavo. Apesar de grudar, estancou atrás de Ocon, que usou bem a asa móvel de Alonso até os pneus da Ferrari saírem do melhor momento.
Na liderança, os três primeiros abriram boa margem para Leclerc e Russell, que até tentou passar a Ferrari mas viu desgaste maior dos pneus tirar da briga. Isso aumentou o conforto de Norris, sem rivais pelo terceiro posto.
Virou contagem regressiva, Norris com o famoso bordão "na ponta dos dedos", sem usar zebras, sem arriscar nada, conduziu para o seu maior momento da carreira. Verstappen mostrou na quadriculada de novo ser o melhor piloto do ano, Piastri descartou ser coadjuvante em segundo, mas o título é do britânico Lando Norris e da McLaren com barba, cabelo e bigode na temporada.
Leclerc finalizou em quarto, com Russell em quinto. Alonso se despediu do terrível Aston Martin pré-Adrian Newey com uma corridaça em sexto e saltando para o 10º lugar no campeonato. Ocon foi sétimo, com Hamilton em oitavo. O nono foi Lance Stroll, que usou pneus médios novos no fim para passar Sainz, Bortoleto e Bearmann. O britânico da Haas levando o pontinho derradeiro.
