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Amcham Porto Alegre mostra os impactos da crise no ambiente empresarial

Lideranças associadas responderam questões de pesquisa promovida pela entidade

 

 O resultado da pesquisa sobre os impactos da crise, realizada pela Amcham Porto
Alegre entre junho e julho deste ano com mais de 100 executivos e empresários
associados à entidade, reflete a visão destes a respeito do momento atual e sua
evolução.
O perfil do segmento das empresas participantes é de 93% nas áreas de serviço e
indústria, e 7% no varejo - são empresas que contam com até 50 colaboradores e
outras com mais de 5 mil - e quase metade delas com faturamento bruto em 2019
superior a R$ 300 milhões.
 
DIFICULDADES FINANCEIRAS
Uma queda maior que 10% no faturamento já é uma realidade para mais de 50% das
empresas participantes. Um dado bem assustador é o que indica uma queda de 30%
nas receitas de 30% das empresas. De outro lado, a pesquisa nos mostra que há gente
faturando na crise, mas em menor número. Quase 20% dos empresários e executivos
entrevistados disseram que seu faturamento vai aumentar. Desse total, 14% prevê
aumento de até 30% nos ganhos e outros 4% um acréscimo de mais de 30% nos
vencimentos.
Na situação atual, prioridades devem nortear as empresas. Segundo a pesquisa, a
maioria dos respondentes, 53%, enxerga que investimentos em novas tecnologias são
essenciais para minimizar as perdas com a crise. Para 44% o foco será em lançar
novos produtos e/ou serviços, adaptando-se ao mercado. Canais de marketing e
venda também foram citados como prioridade. Inovação, competência digital e
tecnológica serão habilidades necessárias para enfrentar a nova normalidade nas
empresas.
Ainda sobre como será o "novo normal", 70% dos entrevistados acredita que as áreas
comerciais e estratégicas sofrerão um maior impacto. Governança, gestão estrutural
e administrativo também foram lembradas.

DESEMPREGO
Os efeitos da crise com a pandemia impactam forte na geração de empregos. Quase
55% dos entrevistados comentou que a empresa permaneceu com o mesmo número
de colaboradores, dado importante frente à crise. Dentre os 40% que admitem uma
redução no quadro de colaboradores, só 13% afirmam que há uma perspectiva de
reabertura de vagas em curto/médio prazo. A boa notícia é que 6% das empresas
aumentou o número de funcionários.
 

BOAS AÇÕES
Acontecimento comum durante a pandemia do novo coronavírus, as empresas tem
contribuído para o bem-estar geral da sociedade. Mais de 85% das empresas
associadas à Amcham que responderam o questionário afirmaram ter contribuído de
alguma forma. Enquanto 43% cita ter apoiado diretamente na área da saúde, 39% fez
doações de equipamentos e medicamentos. O apoio financeiro foi a ação de 22% das
empresas. Cuidar da saúde de seus colaboradores e aumentar as opções de
flexibilização no trabalho foi um ponto ressaltado na pesquisa.
Mas nem só de boas ações se vive e sobrevive na crise. Para desenvolver a cadeia
produtiva do Rio Grande do Sul, os empresários, em sua maioria, citaram que
fomentar novos negócios é a melhor opção. Foram cerca de 62% a favor. Atrair
investidores e comprar de parceiros locais completam a lista.
Para o superintendente regional e inovação da Amcham, Marcelo Rodrigues, a
situação requer adequação na classe empresarial. “Vemos que esse momento exige
cooperação e adaptação. A ideia de formar um ecossistema empresarial colaborativo
alicerçado em novas tecnologias e novos modelos de negócios é uma chave no
processo de retomada econômica”.
Para finalizar, foi feita a seguinte pergunta: em quais empresas você investiria seu
capital hoje? As 10 empresas mais citadas foram:
1º - Gerdau
2º - Grupo Zaffari
3º - Grupo Randon
4º - Marcopolo
5º - Dimed/Panvel
6º - Sicredi
7º - Grupo SLC
8º - Tramontina
9º - Lojas Renner
10º - Yara Fertilizantes