Plano de Carreira

Boa qualificação garante oportunidades na hotelaria


Mesmo com baixo ritmo de crescimento da economia, crescem as oportunidades de trabalho, principalmente para aquelas profissões que lidam diretamente com o público, como o turismo de negócios, uma área próspera e em expansão; o turismo de lazer e a hotelaria. Neste segmento, em especial, o Rio Grande do Sul vem valorizando os profissionais especializados e comprometidos com os resultados do negócio, independente das crises econômicas.

A gerente-geral do Plaza São Rafael Hotel, Isabel Travezani, afirma que, para os bons profissionais, sempre haverá mercado. “As vagas existem. O que falta são profissionais que entendam ou tenham experiência no setor de hotelaria, principalmente em relação a setores muito importantes, como o de Alimentação”, diz ela.

O Plaza São Rafael tem vagas abertas, para contratação imediata nesta área, mas a qualificação dos candidatos, segundo Travezani, não atende às especificações necessárias para a área da hotelaria que é muito abrangente. “Não basta apenas saber cozinhar, é necessário ser criativo, estar com a mente aberta para novas criações. Precisamos de profissionais que sejam líderes e entendam, inclusive, de custos”.

Para ela, nos dias atuais, os profissionais têm que ter multifunção, principalmente em hotéis de grande porte. “Já fizemos algumas experiências aqui no hotel e tivemos um ótimo resultado. Profissional que pensava ser “fechado para novas funções, revelaram-se grandes auxiliares em outros setores. Conclusão: permanecem no Hotel”, afirma.


Além do esperado

Segundo o diretor do Ritter Hotéis/Versare Hotéis, Ricardo Krüger Ritter, para o profissional da hotelaria, não basta cumprir obrigações operacionais, é preciso que ele coopere para a fidelização dos clientes. Ritter explica que para prestar um bom serviço, o hotel realiza inúmeras atividades, envolvendo a manutenção do prédio, serviços de recepção, governança das habitações, serviços de alimentação, entre outros.

“Cada um dos funcionários tem que cumprir suas funções com rigorosos padrões e qualidade determinados pelas gerencias. Mas é necessário ir muito além, já que os hotéis hoje são muito mais que locais para dormir. Um visitante ou um turista de negócios tem exigências específicas que devem ser atendidas sempre”, afirma.

“É na prestação de serviços que surgem situações com necessidades das mais diversificadas. Se nossos profissionais souberem resolver problemas com criatividade e conhecimento, o hóspede vai sentir que está recebendo muito mais do que lhe é tradicionalmente oferecido. Só assim estaremos estabelecendo um relacionamento de longo prazo com nossos clientes”, observa.

Substituição pela Tecnologia

A prática mostra que os avanços tecnológicos no ramo hoteleiro são utilizados para a melhoria dos serviços, sem grande influência no número de vagas disponíveis no mercado. Ritter acredita que estes avanços não reduziram o número de empregados nos hotéis. “Apenas algumas atividades foram suprimidas e outras criadas, justamente em função da implantação da tecnologia”, diz ele. Mas faz uma ressalva no que trata do segmento de hotéis econômicos, com poucos serviços. Aí sim ele considera que houve redução no quadro de funcionários.

Entusiasmada com a utilização da tecnologia pelos hotéis, Isabel Travezani concorda que a tecnologia apenas colabora com o segmento. “A tecnologia está aí para nos servir, facilitar o dia a dia, trazer informações rápidas, principalmente na área de controle de custos, jamais para substituir o “bem servir” da hotelaria, conclui.

Na foto, a gerente-geral Isabel Travezani, do Plaza São Rafael
Crédito da foto: Marcelo Schmidt / Divulgação /CP