A cultura do desempenho invadiu as rotinas pessoais e profissionais de todos. Trabalhar até tarde, estar sempre disponível e entregar cada vez mais virou sinônimo de comprometimento. Mas a que custo?, questiona a sócia da House of Feelings, Lisia Prado.
“Essa busca constante por performance tem gerado um fenômeno silencioso e cada vez mais presente: a produtividade tóxica”, observa. Segundo ela, é um estado em que a necessidade de produzir deixa de estar a serviço da realização e pode gerar medo e comparação.
“A produtividade tóxica nos prende a um estado de reatividade constante. Isso impede que a gente pare para refletir, escolher com intenção e agir a partir dos nossos valores. Vivemos no piloto automático”, diz.
“Às vezes, dizer não a uma urgência é um grande começo. Em um mundo que nos empurra para o próximo passo, parar para se questionar se aquilo é necessário pode ser uma atitude de autocuidado”, conclui.
