Para se empreender é preciso saber onde está pisando, de outro jeito, o negócio não se sustenta. Por isso, Sebrae RS e o Banrisul desenvolveram a pesquisa O Panorama da Economia Criativa, que mapeou o perfil dos empreendedores e as principais atividades de economia criativa de Porto Alegre. A divulgação, ontem, no Espaço Sebrae de Negócios, no Centro da Capital, demonstrou que 60% de empresários em potencial acreditam que têm um bom produto, mas o modelo de gestão é frágil e precisa ser aperfeiçoado.
“Isso mostra que há uma dificuldade dos empreendedores em se preparar para o mercado. Muitos negócios terminam nas fases iniciais porque o empresário não se preparou adequadamente para começar”, destaca a coordenadora de projetos de turismo e economia criativa do Sebrae RS, Amanda Paim. A pesquisa mostra que existe um grupo com mais de 20 atividades consideradas de economia criativa, com destaque para a Moda e a Gastronomia. “O empreendedor se prepara pouco porque tem pouca preocupação de escalar o negócio, investe de forma moderada e fica num círculo limitado. A economia criativa tem potencial, mas há que se ter uma visão mais empresarial e não um hobbie. Muitos fazem porque gostam, sem pensar na atividade como um negócio”, reconhece a gestora.
O estudo foi produzido pelo Instituto Soleil de Pesquisa e apresentado pelos integrantes da diretoria da entidade, Ananda Borges e Cleiton Chiarel. Além do estudo, foram apresentadas algumas ações que serão implementadas pelo Sebrae RS para apoiar o crescimento do segmento de economia criativa no Estado. Entre elas, a ferramenta “perfil empresarial”. Trata-se de um atendimento que avalia a maturidade de cada área do negócio já estruturado. Através dele, identificam-se os principais pontos de gestão e os níveis de maturidade de cada empresa como a gestão financeira, o marketing e o planejamento geral.
Outra ação é o “atendimento para modelagem de negócio”, em que será possível avaliar todas as oportunidades de mercado, capacidades de investimento, validação do negócio, entre outros. “Ao contrário do que fizemos anteriormente, quando atuamos através de projeto coletivo de empresas, desta vez focaremos em atendimentos individualizados, conforme o interesse e a necessidade de cada empreendedor”, explica Amanda Paim.
Na ocasião da divulgação do estudo foi lançado o “Mercado Inquieto da Economia Criativa”, evento com workshops e palestras para tratar da economia criativa em Porto Alegre e, também, para dar visibilidade aos negócios. Em parceria com o coletivo Poa Inquieta, do programa RS Criativo e do Sebrae RS, acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.
