Direto ao Ponto

Cármen Lúcia anuncia que irá apresentar recomendações de condutas a magistrados dos TREs

Ministra declarou ainda que espera que os partidos políticos também atuem com transparência no decorrer do ano eleitoral

Cármen Lúcia ainda disse que vai recomendar que os TREs passem a divulgar agendas e que os membros sejam comedidos em manifestações públicas
Cármen Lúcia ainda disse que vai recomendar que os TREs passem a divulgar agendas e que os membros sejam comedidos em manifestações públicas Foto : Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 2, que irá enviar recomendações de conduta a magistrados dos tribunais regionais eleitorais (TREs) no dia 10 de fevereiro. Em discurso na abertura do ano judiciário no TSE, Cármen disse que vai recomendar que os TREs passem a divulgar agendas e que os membros sejam comedidos em manifestações públicas.

"Somente com a publicidade ampla do que se passa no processo eleitoral, na atuação dos magistrados e das magistradas, das servidoras e servidores da Justiça Eleitoral, se tem assegurado o direito da eleitora e do eleitor à informação segura baseada em fatos e então, a escolha de cada eleitora e de cada eleitor no pleito eleitoral será livre e a democracia terá sido protegida", disse Cármen.

A ministra declarou ainda que espera que os partidos políticos também atuem com transparência no decorrer do ano eleitoral.

"Espera-se também que os partidos políticos, postos na Constituição do Brasil como instituições essenciais à prática democrática, igualmente atuem em um ambiente da legalidade, da moralidade e da clareza pública de seus comportamentos e na busca dos fins sociais para que se destinam", disse a presidente do TSE.

Ao falar sobre o uso de inteligência artificial, Carmén disse que as novidades tecnológicas que forem usadas para infringir a lei eleitoral terão "resposta jurídica e repressiva".

A declaração de Cármen é semelhante aos sinais dados pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, durante a abertura do ano judiciário na Corte. Fachin insistiu na edição de um código de ética para orientar a conduta dos ministros. Para ele, é uma das formas de garantir que o tribunal recupere sua credibilidade.

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