O Brasil, sem dúvida, é um país a ser descoberto não apenas pelos milhões de estrangeiros que cada vez mais se interessam por nossas terras, mas especialmente pelos próprios brasileiros. Com uma das maiores taxas de crescimento turístico do mundo em 2025, o país figura em importantes listas de destinos turísticos e revela surpresas territoriais.
O Espírito Santo é um desses lugares a serem descobertos. Menos de 100 quilômetros de estradas ladeadas pelo verde separam o litoral da Serra Capixaba. Há riqueza histórica envolvida com traços da imigração europeia, cafés especiais, experiências imersivas na natureza e hotéis charmosos.
O território capixaba passa despercebido por muitos brasileiros (inclusive aos gaúchos!) que ainda desconhecem a força do nosso mapa. Quem decide turistar por lá, no entanto, encontra um Brasil diverso, elegante e ainda muito discreto.
Vitória e Vila Velha são o ponto de partida. Na capital, o contato com o mar é cotidiano e íntimo. Um programa simbólico é a canoagem ao amanhecer, quando a Baía de Vitória ainda está silenciosa e a cidade se revela aos poucos, refletida na água. A poucos quilômetros dali, Vila Velha mantém ícones. O Convento da Penha, erguido sobre um maciço rochoso, é um lugar de fé e história e tem uma vista marcante. Ali pertinho, a visita à fábrica de chocolates Garoto adiciona um elemento afetivo e sensorial ao roteiro, conectando memória, tradição industrial e turismo criativo.
Ao seguir para o interior, o Espírito Santo muda de tom. Entram em cena a espiritualidade e a potência da natureza. Em Ibiraçu, o Buda Gigante, o maior do Ocidente, surge entre as montanhas como um símbolo de paz, silêncio e reflexão. Na região serrana, a Rota do Lagarto, em Pedra Azul, revela um Estado sofisticado, sem ostentação. O parque estadual divide espaço com pousadas, restaurantes autorais, produtores locais e um clima de montanha com identidade própria. É ali que o Estado mostra sua vocação para o turismo de experiência, aquele que valoriza o tempo, o território e quem vive nele.
@descubraoespiritosanto
Turismo gastronômico no Litoral Norte
Embora as praias sejam as protagonistas do verão no Litoral Norte gaúcho, é cada vez maior o número de empreendimentos que transformam o veraneio em uma verdadeira experiência de turismo gastronômico. Xangri-lá e Atlântida ficam em destaque, com novas operações, experiências com vinho e projetos autorais que convidam a desacelerar e brindar o verão.
Uma dessas novidades é o Direito ao Vinho, que estreia uma operação no Espaço Decor, em Xangri-lá, com curadoria de rótulos pensados para o clima leve do verão. A proposta é descomplicada: bons vinhos, espumantes autorais e orientação acessível.
Na área do Ramblas, o Grupo Leiteria amplia sua presença com a chegada da Ferro Xiseria e da Ferradura Pizzaria. Com funcionamento noturno, o espaço é ponto de encontro para quem busca clássicos afetivos da gastronomia gaúcha, em ambiente vibrante e descontraído.
Para quem gosta de frutos do mar, o Bottega del Mare está em uma estrutura de cerca de 150m², especialmente construída para abrigar a operação. Com inspiração na tradição italiana, o restaurante promete pratos saborosos e criativos.
Também marca presença na praia o Asiana, que renova seu cardápio de verão com pratos tailandeses e vietnamitas que reforçam sua identidade e promovem uma viagem sensorial.
Estado internacional
O Rio Grande do Sul encerrou 2025 como o estado que mais cresceu no turismo internacional no Brasil. De acordo com dados da Embratur, chegaram 1,5 milhão de turistas estrangeiros em 2025, alta de 73,8% em relação ao ano anterior e quase o dobro da média nacional. O resultado reforça o protagonismo do Estado no cenário global, impulsionado pela diversidade cultural, gastronomia e atrativos como a Serra Gaúcha e o enoturismo. Argentina e Uruguai foram os principais mercados emissores.
Coluna Destinos - Anelise Zanoni - 10.01.2026
