Elas viajam cada vez mais e, quando partem sozinhas, apontam a liberdade de escolha e a autonomia como fatores centrais da experiência. Ainda assim, seis em cada dez mulheres já deixaram de viajar por medo.
Esse é um dos dados revelados pela pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas”, divulgada oficialmente esta semana pelo Ministério do Turismo. Fui a pesquisadora responsável pelo estudo, no qual atuei como consultora da UNESCO e publiquei parte do conteúdo no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. Para a pesquisa, foram ouvidas 2.712 mulheres de diferentes regiões do País.
Os números ajudam a compreender um cenário recorrente para quem opta por circular de forma independente. Embora as viagens femininas solo estejam em crescimento, persistem barreiras estruturais que influenciam decisões, escolhas de destinos e trajetórias.
Entre as respondentes, a maioria tem entre 25 e 54 anos e 67,7% não têm filhos. As principais motivações para viajar sozinha são atividades de lazer (72,6%), independência e liberdade (65,1%), autoconhecimento (41,4%) e trabalho (37,6%). A pesquisa também desmonta o estereótipo da viajante jovem, de mochila nas costas, mostrando um perfil diverso, com diferentes faixas etárias, rendas e objetivos.
Sul, Sudeste e Nordeste concentram as preferências das entrevistadas, o que aponta oportunidades para destinos e para o trade turístico. Agências e operadoras que investem em grupos segmentados para mulheres encontram um mercado em expansão. Ao mesmo tempo, a segurança permanece sendo ponto crítico: 60,6% das mulheres relataram já ter vivenciado alguma situação de insegurança durante viagens, incluindo assédio, furtos e abordagens invasivas. O dado exige atenção de empreendimentos, gestores públicos e destinos.
O guia está disponível aqui e pode ser acessado gratuitamente. Além dos dados inéditos, a publicação reúne orientações práticas sobre planejamento, escolha de hospedagem, análise de contextos culturais, identificação de situações de risco e conhecimento de direitos. Para conceber a obra de 72 páginas, foi escolhida uma equipe de mulheres e selecionadas 17 especialistas e pesquisadoras das áreas de turismo e hospitalidade, ampliando o debate com base técnica consistente.
Mais do que um retrato estatístico, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas oferece subsídios para que destinos, empresas e viajantes compreendam melhor esse movimento e contribuam para um turismo mais preparado para acolher quem decide viajar com autonomia.
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🔄Bate-volta
1️⃣Elas e o fogo
Neste domingo, 8 de março, o Parador Hampel (@paradorhampel), em São Francisco de Paula, recebe a primeira edição de 2026 do Elas e o Fogo, projeto que busca ressignificar o lugar da mulher no comando das brasas e celebrar a força feminina na gastronomia. A convidada é a personal chef Tati Forster, que divide espaço com Marcos Livi no tradicional A Ferro e Fogo.
Pentacampeã como Melhor Personal Chef de Porto Alegre, Tati leva sua técnica e a especialidade em frutos do mar para o fogo de chão. A experiência open food e open bar começa às 11h30min, em meio à mata centenária do hotel mais antigo da Serra Gaúcha.
2️⃣Miami Open, queridinho dos gaúchos
Já virou tradição entre os brasileiros (especialmente os gaúchos) viajar para acompanhar o Miami Open , um dos torneios mais vibrantes do circuito internacional de tênis. Para quem estará na cidade durante o evento, uma programação especial no hotel EAST Miami (@eastmia) inclui a agenda cultural Off The Court. No dia 16 de março, no rooftop Sugar, haverá gravação ao vivo do podcast Tennis Insider Club, apresentado pela tenista Caroline Garcia. A partir da mesma data, o lobby do hotel recebe, por um mês, uma exposição da fotógrafa francesa Corinne Dubreuil. A mostra reúne 19 imagens que capturam a intensidade do circuito profissional, com registros de atletas como Jannik Sinner, Coco Gauff, Roger Federer e Novak Djokovic.
