Guaracy Andrade

17º Festival da Fronteira anuncia filmes concorrentes

Evento em Bagé e Sant"Ana do Livramento reúne 30 produções de 18 países, com parceria da Assembleia Legislativa e todas as atividades gratuitas

​Glauber Pereira, Guilherme Bragança, Zeca Brito, Maria Luiza Pêgas e Jeferson Wainer - crédito Isidoro B. Guggiana
​Glauber Pereira, Guilherme Bragança, Zeca Brito, Maria Luiza Pêgas e Jeferson Wainer - crédito Isidoro B. Guggiana Foto : Isidoro B. Guggiana/Divulgação/CP

Foram anunciados na última quarta-feira (17) os filmes concorrentes ao 17º Festival Internacional de Cinema da Fronteira, Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa. A cerimônia ocorreu no Salão Júlio de Castilhos, no Palácio Farroupilha, reunindo autoridades, imprensa e realizadores. O festival será realizado entre 28 de abril e 2 de maio de 2026, nas cidades de Bagé e Sant’Ana do Livramento, com todas as atividades gratuitas. A programação inclui ainda o laboratório de projetos Sur Frontera WIP LAB. Nesta edição, o evento contará pela primeira vez com a parceria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na premiação, que totaliza R$ 15 mil, sendo R$ 10 mil para o melhor longa-metragem e R$ 2,5 mil para melhor curta e melhor curta de animação. A seleção reúne 30 produções de 18 países, distribuídas igualmente entre longas, curtas e animações. Entre os longas, oito são dirigidos por realizadoras ibero-americanas.

Incertezas do mercado

As recentes quedas nas ações de grandes empresas de tecnologia reacenderam um debate estrutural no mercado sobre os impactos da inteligência artificial no setor. Companhias como Amazon, Microsoft, Apple, Salesforce, HubSpot e, no Brasil, a TOTVS registraram desvalorizações nas bolsas nas últimas semanas. Parte do movimento é atribuída a fatores macroeconômicos, como incertezas em relação à política monetária dos Estados Unidos e à realização de lucros após períodos de forte valorização. No entanto, analistas apontam um componente mais profundo relacionado ao avanço da inteligência artificial. O mercado reagiu de forma mais intensa diante da evolução de agentes autônomos desenvolvidos por empresas como a Anthropic, capazes de executar tarefas complexas com menor necessidade de intervenção humana. A avaliação é de que essa transformação pode pressionar modelos de negócios tradicionais, especialmente em áreas administrativas, comerciais e operacionais, ao mesmo tempo em que redefine o papel das grandes empresas de tecnologia no novo ciclo digital.