Esta semana foi marcada por distanciamentos cada vez mais acentuados dos caminhos da paz. Começou pelo encontro na segunda-feira, na China, entre o anfitrião Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi. Marcando os novos rumos de alianças, decorrentes das taxas implantadas pelo americano Donald Trump. Este, ao se manifestar na sua rede social Truth Social, disse: “Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a China, mais profunda e sombria. Que eles tenham um longo e próspero futuro juntos!”.
Trump tentou abordar o assunto com ironia, mas o fato é que ele jogou seu aliado Narendra Modi para os braços de Xi Jinping. Para os quais também se jogou Vladimir Putin, que ele pensara ser seu aliado. Ou seja, vimos três potências se aliarem contra Donald Trump.
PERIGO
Porém, esta aliança é só para os aspectos comerciais. A aliança mais perigosa é a que foi revelada na quarta-feira, durante desfile militar em Pequim. Ali estavam Xi, Putin e mais o ditador norte-coreano Kim Jong-un, o qual já está ajudando Putin na guerra na Ucrânia e se dispôs a ajudar a China no seu projeto de invadir Taiwan.
A questão de Taiwan ainda é uma incógnita, porém, a da Ucrânia é uma realidade que, a cada dia, se torna mais perigosa. Nos últimos dias, a Rússia tem conseguido significativos avanços dentro do território ucraniano, com vistas a solidificar suas posições nas áreas que pretende anexar, para, depois disto, negociar o fim da guerra.
EUROPA
A Europa, no entanto, não acredita que Putin irá parar com a simples tomada do Leste ucraniano. Está consciente da determinação de Putin de resgatar a antiga União Soviética. E é preciso ressaltar que muitos países que antes prestavam obediência a Moscou, hoje orbitam em torno da União Europeia ou da Otan. Ou, até mesmo dos dois. E o temor é de que, após a Ucrânia, Putin vá adiante.
E é justamente por isto que a Europa tem se mobilizado no sentido de oferecer ajuda bélica à Ucrânia. E mais, está diante do temor crescente de que terá que enfrentar a Rússia para evitar o seu expansionismo.
ALERTA
Nesta sexta-feira surgiu uma notícia altamente preocupante, mas, que não se pode comprovar sua veracidade. O documento foi revelado pelo jornal Canard Enchainé e veiculado pelo jornal Le Figaro e pelo portal Euronews. E dá conta de um alerta que o Ministério da Saúda da França teria feito às agências regionais de saúde, determinando que hospitais estejam prontos, até março de 2026, para atender milhares de soldados feridos, devido a conflito em larga escala.
O anúncio coincide com uma reunião em Paris, nesta semana, convocada pelo presidente Emmanuel Macron e reunindo os parceiros europeus e mais o presidente ucraniano Volodimir Zelensky. Isto, num momento em que os europeus conseguiram convencer Donald Trump a retomar o envio de armamentos para a Ucrânia. E num momento também, em que anunciam a disposição de enviar tropas para o território ucraniano, a despeito da manifestação em contrário de Vladimir Putin.
CENÁRIO
Esta notícia vem fechar com um cenário de guerra da Europa contra a Rússia que já havia sido traçado pelo ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius. Este já se manifestara, há cerca de dois meses, dizendo que, no máximo até 2029, a Europa entrará em guerra com a Rússia. A crença é de que Putin não vai parar na Ucrânia.
A questão que fica é se a Rússia estará sozinha para este enfrentamento. A resposta é não. Ali, ao lado, há um aliado incondicional de Putin, o ditador da Belarus Aleksander Lukashenko. E já há a presença da Coreia do Norte, que tem enviado soldados e equipamentos bélicos. E a continuidade e ampliação dessa ajuda foi referenda pelo líder norte-coreano Kim Jong-un durante o encontro desta quarta-feira em Pequim.
CHINA
Fica a incógnita quanto ao apoio de Pequim. Este poderá ser através do envio de algum tipo de armamento e de questão logística. Mas, dificilmente haverá uma intervenção direta de Pequim em auxílio a Moscou. Xi Jinping está muito mais preocupado hoje em dominar o mundo através do comércio. Para isto já estabeleceu a sua Nova Rota da Seda, conhecida como Road and Belt Iniciative.
Porém, de qualquer forma, o cenário que se estabelece é preocupante. Não se vislumbra um fim para a guerra, a não ser com a capitulação da Ucrânia. E, como a Europa não aceita isto, fica no ar o perigo de uma conflagração generalizada. Quem sabe, até de uma Terceira Guerra.
