Quanto pior melhor. Esta é a tática do Irã para a guerra que está travando contra Estados Unidos e Israel. Isto significa espalhar o conflito para o maior número de países possível, procurando gerar o caos. Não é sem razão que as monarquias do Golfo, que não têm nada a ver com a disputa, passaram a ser alvo de ataques, sob a justificava de abrigarem bases militares dos norte-americanos.
O outro ponto que o Irã quer é o caos econômico a partir da escassez do petróleo. Tanto que, nesta quarta-feira, um representante do governo dos aiatolás disse que o petróleo deve chegar a 200 dólares o barril. Algo que seria catastrófico para a economia mundial. Para isto está tratando de colocar minas marítimas no Estreito de Ormuz, para inviabilizar a via por onde passa um quinto da produção mundial.
REAÇÃO
Esta disparada no preço do petróleo é muito difícil de acontecer. E isto se dá pelo poder que possuem certos países de aumentarem sua produção. Aliás, a própria Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), já anunciou que houve um consenso entre seus 32 membros para liberar mais 400 milhões de barris do produto, visando equilibrar o mercado. A Arábia Saudita é um dos integrantes da organização que tem aumentado sua produção sempre que há diminuição da oferta no mercado como um todo.
Quanto às minas no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos já mobilizaram sua Marinha e sua Força Aérea, para impedir a colocação. A operação é para ser nos mesmos moldes que a desenvolvida no Caribe contra embarcações que, supostamente, estavam conduzindo drogas para o mercado americano. A Casa Branca informou que as operações já resultaram no afundamento de 16 navios iranianos.
EFEITOS
Embora as reações, os efeitos das ações iranianas são altamente nocivos para a economia mundial. Não se pode esquecer que um outro setor que está sendo afetado e que é pouco lembrado, mas gera muito dinheiro, é o do turismo. E os países mais afetados por isto são Israel, onde está Jerusalém, berço de três religiões e que costuma receber milhões de turistas a cada ano. Assim como estão as monarquias árabes do Golfo Pérsico que, com suas cidades como Dubai, Doha ou Jedah, se tornaram para os seus respectivos países a grande fonte de renda como alternativa ao petróleo.
Ainda em novembro último estive em Dubai e, na ocasião, não poderia imaginar que aquele moderníssimo e altamente tecnológico aeroporto teria parte de suas instalações demolidas em decorrência de uma guerra. Esses estragos, de toda a ordem, são um incentivo para o Irã seguir com a guerra. Por isto que já disseram que não importa se Trump anunciar o fim das ações americanas, pois eles vão continuar. Naquela base do quanto pior melhor.
