Amar é liberar as seivas
secretas que nos habitam.
É descobrir os favos
que se ocultam sob a pele.
Amar é plantar hortênsias
à beira dos vulcões.
E colher as amargas vinhas
de um dilacerante adeus.
Amar é entregar-se à regência
da ópera dos ciúmes.
E reinar sobre vastas extensões
de quietude e euforia.
Amar é esquecer a identidade
entre fronteiras de aflição.
Amar é eleger o ser amado
como seu templo e pelourinho.
