Luiz Coronel

Amazônia

Poeta Luiz Coronel rende sua homenagem ao pulmão do Brasil, a Amazônia

Amazônia, insônia,

esplendor e desdita.

Nela, o verde exorbita.

Pobre, quem nela habita.

Desmatamento, o olhar

do mundo fita.

Ante a competição

dos mercados, agora

a Europa grita.

Amazônia, grileiros,

predadores

contrabandistas.

Deixar tudo como está,

um torpe pondo de vista.

Quem pensa nos ribeirinhos,

indígenas, ante as rotas

que o futuro indica?

Amazônia,

virgem intocável, entregue

às chamas que a ganância

atiça.

Amazônia, resta

para salvar a floresta

que as nações apaguem

as chamas da cobiça.

Amazônia, o incêndio

clama por mãos unidas

e não manifestos

que nos aviltam.

Amazônia, esplendor e desdita.