Amazônia, insônia,
esplendor e desdita.
Nela, o verde exorbita.
Pobre, quem nela habita.
Desmatamento, o olhar
do mundo fita.
Ante a competição
dos mercados, agora
a Europa grita.
Amazônia, grileiros,
predadores
contrabandistas.
Deixar tudo como está,
um torpe pondo de vista.
Quem pensa nos ribeirinhos,
indígenas, ante as rotas
que o futuro indica?
Amazônia,
virgem intocável, entregue
às chamas que a ganância
atiça.
Amazônia, resta
para salvar a floresta
que as nações apaguem
as chamas da cobiça.
Amazônia, o incêndio
clama por mãos unidas
e não manifestos
que nos aviltam.
Amazônia, esplendor e desdita.
