Sejam bem-vindos, atletas,
à maratona do tempo.
Aos céleres, medalhas d’ouro,
parcos diplomas, aos lentos.
Com medalha cintilante,
fez-se solene outorga
ao menino recordista
no empinar de pandorgas.
Giram e brilham medalhas,
gira o mundo por você.
Giram arcos na cintura,
medalhas ao bambolê.
Uma constelação de bólidos
colide no chão, amiúde,
saltando do polegar
ágeis bolinhas de gude.
Mocinhas de corpo esbelto
fazem tudo por vencer
o jogo de cambalhotas
que se tem no bilboquê.
Muitos infantes atletas
competem salto à distância
e tombam leves, flutuantes,
no mais tenro chão da infância.
A natação é fantástica.
Ouve-se o apito do juiz,
mergulham doiradas meninas
nas águas do chafariz.
Na prova de equitação,
vêm do fundo do quintal
sete ilustres cavaleiros
em seus cavalos de pau.
Findo os Jogos Olímpicos,
o próprio rei vai propor
que dancem todos em torno
do bougainville em flor.
