Luiz Coronel

Bem-vindo, Ano-Novo

Poeta Luiz Coronel saúda o ano vindouro em sua coluna semanal

Luiz Coronel: "Rogo ao céu e à terra/ que o Ano-Novo solte/ as âncoras que o prendem/ ao ano que ora finda"
Luiz Coronel: "Rogo ao céu e à terra/ que o Ano-Novo solte/ as âncoras que o prendem/ ao ano que ora finda" Foto : Ivo Gonçalves / PMPA / CP Memória

Rogo ao céu e à terra

que o Ano-Novo solte

as âncoras que o prendem

ao ano que ora finda.

Quero vê-lo voando,

liberto, qual as pombas

do campanário

quando badalam

os sinos natalinos.

Entoaremos um cântico

à vida reconstituída

na coreografia dos abraços,

no brinde das taças,

nos banhos de mar.

Que o Ano-Novo afague

nossa fronte

para que pensemos

o quanto a alegria

é possível.

Beije nossos lábios

para que possamos

pronunciar nossa

mais límpida verdade.

Que o Ano-Novo abençoe

nossas mãos, para podermos

esculpir no rosto do tempo

a nossa apreensiva esperança.