Ninguém doma a esperança,
liberdade não se encilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.
Olha a tropa de lanceiros,
pela noite adentro avança.
Sob a luz clara da lua,
cada estrela é uma lança.
Pelos mares da campanha,
pelas ondas da coxilha,
juntas de bois puxam barcos
da Esquadra Farroupilha.
Pois ao Bento ninguém prende,
não se prende a ventania,
nas fortalezas do Rio,
nem nos fortes da Bahia.
No pendão verde-amarelo,
o carmim também cintila.
Tremula no azul do pampa
a bandeira farroupilha.
Doze homens contra um
não é guerra, é uma guerrilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.
