Luiz Coronel

O amor em Homo Zapiens

Poeta Luiz Coronel cria seu material em homenagem ao Dia dos Namorados – 12 de junho

Na estação das cheias, na avalanche das chuvas, o amor não fenece, pelo contrário, leniente, torna-se límpido e resistente, embora os momentos sejam tensos e as águas turvas.

  • Quando venho ao teu encontro, trago nuvens nos sapatos.
  • A paixão é um incêndio na fábrica de fogos de artifícios. A paixão é um balé à beira de um precipício.
  • Na palavra namorados, as letras passeiam de mãos dadas. Os namorados habitam um país cuja bandeira tem a cor dos lábios e da pele. E o hino tem o ritmo e a batida de um coração.
  • Posso esquecer meu próprio nome, esquecer o nome da rua por onde eu for, mas não permitam os deuses que eu esqueça como se se escreve a palavra amor.
  • Iluminado de amor, o corpo chega bem perto daquela felicidade do prisioneiro liberto.
  • O amor é um salto, voo liberto nas alturas. Das grades do cotidiano aos espaços da ternura.
  • Junto ao colo, traz aos lábios os cravos rubros da minha paixão. São taças de vinhos, são sete brasas, nos cravos rubros, vai meu coração.
  • No balanço corpo e alma, diga-se ao fechar cortinas: o corpo sonha e envelhece, a alma é sempre menina.