En estas viejas comarcas
de insolências e violências,
para lavar nossos pecados
nem mesmo a água mais benta.
Descem cruzes pelo rio,
por los muertos nuestra fe.
A montanha está conosco,
o povo põe Deus de pé.
Es la tierra de Bolívar,
de Zapata y Pancho Villa,
es la tierra de Guevara
aloja, caña y tequila.
Os pobres estão descalços.
Mas sem chapéu, isso não.
É neles que se recolhe
a alma que está no chão.
Vão guerreiros num burrico,
levam rifles, papagaios.
Nos seios, o maçarico,
terra de heróis e lacaios.
Si Evita es muerta errante,
el Fidel está en la sierra.
Querem guerra nas estrelas,
quiero granos en la tierra.
Cangaceiros perfumados,
Santos Dumont pelo ar. (foto)
Favelados viram príncipes.
O carnaval vai chegar.
