Nossa mão pequena em sua mão,
semente no fruto ou fruta em seu cacho.
Nossos brinquedos cabiam em seus sapatos.
O pai tem gestos brandos e olhar incisivo.
Quando o pai sorri,
o sol se impõe sobre a neblina.
O pai não teme a treva
nem os barulhos do pátio.
Na ausência do pai,
as portas têm tramelas.
O pai é o pai.
O pão e o vinho na cabeceira da mesa.
Com camisa suada,
regressa o pai com seus humildes presentes.
Um dia, nossas mãos sustentam o corpo do pai,
que viaja sem malas ou regresso.
Só nos resta tomar a mão de nossos filhos
e seguir a trilha curva do tempo
