Percorri ruas, ruelas e praças
e não encontrei homenagens
a Ronaldinho, o gênio da raça.
Os grandes do mundo
– Maradona, Messi e Cristiano Ronaldo –
disseram que com chuva ou sol
o menino da Restinga
foi o nome maior do futebol.
Os gaúchos deveriam ter armado um piquete
para soltá-lo da gaiola no Paraguai
e trazer de volta na cadeira dos braços
Ronaldo de Assis Moreira,
o Ronaldinho Gaúcho.
Ronaldinho era o futebol alegria,
o futebol criança, o futebol bailarino.
A bola foi seu travesseiro e sua glória.
A torcida do Real Madrid
aplaudiu de pé seu adversário
camisa 10 do Barcelona.
Ainda há tempo para, numa escultura
feita de bronze, drible, dança e graça,
erguermos uma estátua
a Ronaldinho, o gênio da raça.
