Além de outras comemorações, setembro faz lembrar, no dia 28, a afirmação do Dia Mundial do Jornalismo. Por isso, nada melhor do que unir duas paixões: jornalismo e cinema. Mais ainda quando podemos nos engajar em uma campanha global dos jornais cujo mote é a defesa da verdade. E, em meio a uma lista enorme de filmes e séries que tratam do tema do jornalismo e seus desafios, a coluna indica alguns. “The Morning Show”: premiada produção original, protagonizada por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon. Já na primeira temporada, a série se dedica ao às questões movimento MeToo. A segunda sobre os impactos da Covid-19 na imprensa e a terceira com as dinâmicas de dinheiro e saudabilidade financeira das empresas de comunicação. Disponível na Apple TV+. Outra boa dica é “A Jornalista” produção com uma única temporada que acompanha Anna Matsuda (Ryoko Yonekura), dedicada jornalista que está na missão de desvendar um escândalo de corrupção no alto escalão do governo. Disponível na Netflix. Tem ainda “Spotlight Segredos Revelados”, focada em uma reportagem de grande impacto social. Tratou-se de denúncia de abusos infantis por padres católicos, investigada e publicada por jornalistas do Boston Globe e vencedora de um Pulitzer. O time de jornalistas é interpretado por Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Liev Schreiber, Stanley Tucci e John Slattery. Disponível no Prime Video e Telecine Play. Vale ainda assistir a “Quase Famosos”, que virou espécie de ícone do gênero dos anos 2000. Na trama, a história de um jovem de 15 anos, aspirante a jornalista, que cai na estrada com a banda fictícia Stillwater durante os anos 1970, nos EUA. À ele é incumbida a tarefa de escrever artigos para a The Rolling Stones sobre os bastidores da experiência. Disponível na Apple TV+. Em tom mais contemporâneo, duas outras produções merecem destaque . A primeira é “Dilema das Redes”, de 2020. O documentário levanta preocupações sobre o papel das mídias sociais e a manipulação que elas podem exercer sobre os indivíduos. Produção da Netflix e dirigida por Jeff Orlowski, traz uma crítica em relação ao avanço da tecnologia utilizado pelas grandes corporações para lucrar por meio da manipulação dos usuários da internet. Já “Rede de Ódio, filme polonês, aborda a vida de Tomasz, um jovem com problemas de socialização. Na trama, o estudante passa a criar notícias falsas e disseminar o ódio nas redes sociais, o que o leva a ser contratado por uma “agência de fake news”, em meio a uma disputa eleitoral. Relevante, ainda mais nestes momentos.
Cinema pela verdade
