Os últimos dias foram de finalização da votação no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro 2024. Quando voto em prêmios como este sempre me impacta a quantidade de produções que surgem. Vários deles já havia vistos e analisado quando selecionamos os filmes para edições do Festival de Cinema de Gramado. Sempre oriundos de várias geografias, gêneros, estilos e propostas, representam uma série de obras cinematográficas lançadas de 1° de janeiro de 2023 a 30 de abril. E será no próximo dia 28 de agosto que vão ser conhecidos, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, os vencedores desta que é a 23ª edição do evento. Aliás, a partir deste ano, a Academia Brasileira de Cinema renomeia o evento que até 2023 chamava-se Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O novo nome foi escolhido para ampliar a homenagem ao ator e comediante mineiro Grande Otelo, um dos maiores ícones do nosso cinema e que já dava nome ao Troféu Grande Otelo. Também neste 2024, outra novidade é a criação de duas novas categorias: Melhor Atriz e Melhor Ator de Série de Ficção.
No total, a premiação passa a ter 29 categorias, incluindo uma dedicada aos filmes ibero-americanos, com produções indicadas pelas academias de cinema dos 13 países associados à Federação Ibero-americana de Cinema. São filmes de longa-metragem brasileiros de ficção, infantil e animação – exibidos comercialmente em salas de cinema em, no mínimo, três capitais brasileiras, nestas incluídas, necessariamente, Rio de Janeiro ou São Paulo. Para finalizar a votação também vimos os filmes de longa-metragem brasileiros documentários com as mesmas exigências de exibição.
E não foi só neste universo de longas-metragens que a surpresa foi positiva. Também há uma riqueza crescente em produções no estilo Série Brasileira de Documentário, de Animação e de Ficção. Ao participar destas votações a gente confirma a riqueza criativa de quem produz audiovisual no Brasil. E não em quantidade. Mas também em quantidade. É ver para conhecer.
