Em plena ressaca do Carnaval e do nosso primeiro Oscar, com o “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, o foco agora pode voltar-se para as telas. Com produções brasileiras. E elas, as mulheres, estão mostrando seu talento, sua força e sua presença. No Oscar 2025, as figuras de Eunice Paiva e de Fernanda Torres impuseram um olhar sobre estas mulheres contemporâneas, fortes, cheias de vida, esperança e sorrisos.
O “Vamos sorrir! Nós vamos sorrir sim”, do enredo do filme vencedor como produção internacional, entrou no imaginário nacional de forma intensa e poderosa, com conotação política, social e também como demonstração da força do feminino.
Sorrisos à parte, a importância das mulheres no audiovisual brasileiro vai muito além da busca por equidade de gênero.
Elas são responsáveis por narrativas inovadoras, representações plurais e a transformação de um mercado centrado na visão masculina. Os números mostram um avanço considerável nesta participação. Segundo dados da Ancine (Agência Nacional do Cinema), em 2020, as mulheres representavam 42% da força de trabalho no setor. Há espaço para crescer.
Nos últimos anos, diversas produções nacionais têm se destacado pela contribuição feminina, tanto no lado da direção quanto na atuação. Filmes como "Bacurau" (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e "A Vida Invisível" (2019), de Karim Aïnouz, ambos com participação significativa de mulheres, ganharam destaque internacional e evidenciam o papel das cineastas e atrizes na construção de narrativas essenciais para a sociedade brasileira.
Já diretoras como Anna Muylaert ("Que Horas Ela Volta?"), Laís Bodanzky ("As Melhores Coisas do Mundo") e Juliana Rojas (“Cidade, Campo”) são alguns exemplos de mulheres que marcam o cinema brasileiro com suas visões únicas e necessárias.
