O cinema latino-americano está prestes a dar um soco no estômago do mundo, e assinar seu passaporte dourado para Hollywood. Isso enquanto já estão sendo conhecidos os competidores ao também cobiçado Globo de Ouro. Os representantes já anunciados para o Oscar 2026 mostram que a região deixou de ser apenas produtora de histórias locais.
Agora exporta narrativas intensas, urgentes e universais. Quando pensamos em cinema latino-americano, alguns recaem em estereótipos de tragédia social ou folclore exótico. Mas o que se vê nesta safra é algo diferente e que busca novos espaços. Passeios intensos por memória histórica, pelo horror existencial, pela identidade queer, pela dor íntima e ancestral e sobretudo, pela arte de transformar dor em reverberação global.
Na geografia das produções temos, entre outros, o argentino “Belén”, de Dolores Fonzi; o boliviano “A Casa do Sul”, de Carina Oroza e Ramiro Fierro; o chileno “O Misterioso olhar do Flamenco”, de Diego Céspedes”; o colombiano “Um Poeta”, de Simón Mesa Soto; o documentário de denúncia “O Menino do Altar, o Padre e o Jardineiro”, de Juan M. Fernández, da Costa Rica); e do Uruguai, “Agarrame Fuerte”, de Ana Guevara e Letícia Jorge.
Em meio a estes títulos é impossível ignorar o protagonismo brasileiro nessa jornada. O país, que agora carrega no peito o orgulho de quem conquistou o Oscar pela primeira vez em 2025, chega com tudo com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, na corrida por uma vaga. Se vencer, será mais do que uma premiação, será outro recado.
