Se o ator Morgan Freeman vivesse no Rio Grande do Sul desde seu nascimento, teria vivido já duas enchentes históricas. É que o excepcional ator norte-americano chega, neste sábado, primeiro dia do mês de junho, aos seus 87 anos de idade. Morgan Freeman é ator, produtor e narrador. Nascido em Memphis, Tennessee, já passeou por diversos gêneros de filmes, deixando marcas profundas quando o assunto era sua voz. Marcante e inconfundível, soa com a potência necessária para cumprir seu papel nas tramas. Nesta profícua carreira, recebeu vários. Oscar, Globo de Ouro e Screen Actors Guild Award. São muitos seus personagens que encantam nas telas. Em “Conduzindo Miss Daisy”, de 1989; em “Tempo de Glória”, do mesmo ano; em “Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões”, de 1991; no intenso “Os Imperdoáveis”, de 1992; o suspense “Seven - Os Sete Crimes Capitais”, de 1995; o “Todo Poderoso”, de 2003; até “A Volta do Todo Poderoso”, em 2007. E tem muito mais. Mas, antes de iniciar nas artes dramáticas, Freeman desejava mesmo era ser piloto. Depois de seus estudos formais conseguiu chegar à Força Aérea Americana. Mas nunca chegou a ser piloto. Podemos pensar que “ainda bem”. Melhor nas telas do que nos ares. E não só pela magnitude de suas atuações. Também pela sua representatividade racial e cultural. Em todas as suas vivências cinematográficas, sempre tem surgido como um ícone da cultura negra mundial. Este foi um dos motivos pelos quais, em novembro do ano passado, Freeman foi convidado do Festival Liberatum Brasil, na Bahia. O evento no Brasil, se centrava em cultura, criatividade, mídia, entretenimento e, sobretudo, na defesa de igualdade, diversidade e inclusão. Além de uma retrospectiva de sua obra, acompanhou a performance do Ground Zero Blues Club, clube de blues cofundado por ele. Momento especial do ator, ao lado da top model Naomi Campbell, da atriz Taís Araújo, da cantora Alcione, da musa do rock Debbie Harry, do diretor de cinema Lee Daniels, do ator Lázaro Ramos e do artista plástico Kehinde Wiley. Sempre bem vindo.
