Chegou setembro, e com ele, o início de uma das seleções mais aguardadas do cinema nacional: os longas-metragens mais aguardadas do cinema nacional: os longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2026 foram revelados, e a disputa promete ser feroz, apaixonante e, acima de tudo, necessária. A comissão formada pela Academia Brasileira de Cinema já deu o primeiro passo, agora o país inteiro segura a respiração até o dia 15, quando saberemos qual filme carregará nossa bandeira rumo à cobiçada vaga de Melhor Filme Internacional. Temos força, diversidade e urgência. Temos uma safra de filmes que incomoda, emociona, tensiona e nos obriga a olhar para o Brasil com todas as contradições.
Entre os destaques, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, mistura política, tecnologia e paranoia em um thriller que faz ecoar 1977 como um reflexo inquietante do presente. Já “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, emociona com sua distopia amazônica, onde o envelhecimento vira crime de Estado e comoveu o Festival de Gramado desde sua abertura.
Falando em Gramado, “Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi, saiu vencedor em 2024 com um retrato árido, masculino e emocionalmente brutal do sertão goiano. E há mais: “Baby”, de Marcelo Caetano, é soco de realidade e ternura sobre juventude marginalizada e desejo nas ruas de São Paulo. “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal, mergulha no afeto e na resistência de jovem negro da Chatuba, enquanto “Manas”, de Marianna Brennand, nos leva à Ilha do Marajó, onde a violência de gênero se esconde nos silêncios do cotidiano e nas ausências familiares. Seja quem for o escolhido, já é tempo de o mundo ouvir o que o Brasil tem a dizer. Nosso cinema não está apenas pronto para disputar uma estatueta dourada, ele está gritando por um lugar de protagonismo global. O audiovisual brasileiro segue pulsando, reinventando e resistindo.
