Em meio aos festejos da Semana Farroupilha e lembranças do ser gaúcho, proponho um olhar para a produção audiovisual destes pagos. Muitos filmes brasileiros vêm ganhando as telas. Mostram um talento crescente e uma capacidade, cada vez maior, de conquistar espaço no espectro do audiovisual mundial. Já, há quase duas décadas, as principais estreias nacionais têm se dado em solo gaúcho. E também, entre os melhores do país figuram, em muitos anos do Festival de Cinema de Gramado, produções feitas no Rio Grande do Sul. Orgulho. Com a exigência de ineditismo na competição de longas nacionais, aqueles que tentam o espaço, e são selecionados, ganham visibilidade nacional. Entre os nomes presentes na atualidade estão gente como Jorge Furtado, Carlos Gerbase, Gustavo Spolidoro, Otto Guerra, Paulo Nascimento, Giba Assis Brasil, Ana Luiza Azevedo, Emiliano Cunha, Tabajara Ruas, José Pedro Goulart e Cristiane Oliveira. São representantes de diferentes momentos, narrativas e propostas cinematográficas. Além destes nomes, são muitos os que foram ganhando espaço na Mostra Gaúcha do festival serrano. Sem falar nos curta-metragens que também têm mostrado talentos regionais. Vale procurar estas produções. E sobre um lapso maior de tempo em produções regionais do Sul, há outro caminho elogiado. Para conhecer e reconhecer estas trajetórias, um importante caminho pode ser o livro "50 Olhares da Crítica sobre o Cinema Gaúcho", uma construção em conjunto de membros da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) e convidados especiais. Já lembrado em muitos momentos desde o lançamento em novembro de 2022, o trabalho permanece referência necessária para um mergulho nas principais obras audiovisuais feitas no Estado. Nos 50 artigos sobre 50 filmes gaúchos lançados entre as décadas de 1950 e 2020 é possível encontrar visões particulares e dicas para deliciar-se com filmes gaúchos de várias épocas. A proposta permite revisitar títulos famosos da nossa filmografia, bem como descobrir projetos esquecidos ou pouco comentados. De aventuras épicas em 35mm a filmes intimistas e de baixíssimo orçamento da era digital, até curtas, médias e longas-metragens, são mais de 70 anos do cinema gaúcho. Tri legal!
Sirvam nossas produções
