Rogério Mendelski

A Expodireto e a inflação

Mesmo com todas as adversidades enfrentadas pelo produtor rural (seca, enchente, oscilações mercadológicas, preços desfavoráveis, créditos aviltantes, infraestruturas sucateadas ou ausentes e governos predadores do dinheiro público) ele sobrevive, todos os anos, aumentando a sua produção.

Qual seria a relação da Expodireto – mais um sucesso do agronegócio brasileiro – com a inflação que volta a assustar todos nós? Talvez a única relação possível é a que mostra como o mundo rural combate a inflação produzindo alimentos e equipamentos agrícolas e a Expodireto, hoje, em Não-Me-Toque (RS), é a melhor vitrine para o governo federal aprender a respeitar quem trabalha de verdade. Mesmo com todas as adversidades enfrentadas pelo produtor rural (seca, enchente, oscilações mercadológicas, preços desfavoráveis, créditos aviltantes, infraestruturas sucateadas ou ausentes e governos predadores do dinheiro público) ele sobrevive, todos os anos, aumentando a sua produção. Nestes dias de muitas incertezas reveladas por um governo que só pensa na eleição de 2026 vem a notícia sobre importações de carne, café, açúcar, óleo de girassol, entre outros produtos, na ânsia de combater a inflação. Inflação se combate não com importação de alimentos, os quais nós produzimos tanto que estamos entre os maiores exportadores do mundo. A inflação brasileira se resume nos gastos absurdos do governo e com a falta de um ajuste fiscal decente. As alíquotas que governo promete reduzir quase a zero para importar comida e os preços baixarem nas gôndolas dos supermercados não vão contribuir de maneira significativa para contar o custo de vida. Hipoteticamente falando, se pudéssemos importar decência, honestidade e austeridade de países como Noruega, Dinamarca, Nova Zelândia seria saudável para nossos estoques reguladores de crescimento nacional. A Expodireto é um bom exemplo de tudo o que foi dito acima. A exposição de Não-Me-Toque é o lado que presta do Brasil.

Gastos absurdos

Em 12 estados brasileiros os gastos com pessoal ultrapassaram o limite de alerta previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em 2024. A constatação é do Tesouro Nacional. Se os 12 estados tivessem respeitado o limite, eles teriam poupado R$ 23,7 bilhões. É óbvio que esse valor bilionário poderia ser aplicado em investimentos.

Os gastadores

Segundo o Tesouro Nacional, as despesas com pessoal nos estados de Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Roraima, Amapá, Pernambuco, Bahia, Paraná e Paraíba, ficaram acima do limite de alerta que equivale a 54% da receita líquida corrente (RLC).

Menos investimentos

O aumento nas despesas que ultrapassou limites da RLC privilegiou pessoal e custeio, mas prejudicou diretamente os investimentos na ordem de 18,6% com relação a 2023.

O drama petista (1)

O fogo amigo que crepita no arraial petista tem uma lógica. O PT ao longo de sua existência teve nomes importantes com muita liderança entre seus filiados. Alguns deles: José Dirceu, Antonio Palocci, Luiz Dulci, Luiz Gushiken, José Genuíno, Gilberto Carvalho. Todos alijados do partido por circunstâncias bem conhecidas. Mas quem apareceu para os seus lugares?

O drama petista (2)

Hoje, as brigas internas desunem o PT que já foi o maior partido do Brasil. Quais os maiores nomes petistas nos dias de hoje? Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, José Guimarães? A escassez de novas lideranças é que leva o presidente Lula a tentar reorganizar o partido, impedindo crises intestinas. No entanto, não há estoque regulador no partido.

Mais do mesmo

O presidente nacional interino do PT, senador Humberto Costa (também da velha guarda petista) disse que o partido vai precisar de “um grande processo de renovação para chegarmos às eleições de 2026 com nosso presidente Lula candidato a novo mandato”. Fala sério, senador!

Prêmio originalidade

Em tempos de premiação, o Brasil continua com o troféu Originalidade. Jair Bolsonaro ainda é inocente até prova em contrário, mas já se discute onde ele irá cumprir sua pena.