Harmonização facial, em cirurgia plástica, é um conjunto de procedimentos estéticos que visam melhorar a aparência do rosto, equilibrando proporções e simetrias. O presidente Lula não está fazendo uma harmonização facial, mas sim uma harmonização política cujo “cirurgião” é o seu marqueteiro Sidônio Palmeira. Lula decidiu, aconselhado por Sidônio, a usar o “gogó” em ações presenciais pelo país inteiro numa real batalha contra seus adversários hospedados nas redes sociais. Lula se acha imbatível quando usa o seu discurso popularesco, mas que cai bem apenas entre o seu eleitorado cativo e que talvez não lhe traga nesta nova empreitada os resultados projetados por Sidônio Palmeira. O que não foi combinado para a nova investida midiática de Lula é a argumentação para se opor ao sinistro custo de vida atual e aí se pode incluir o preço dos combustíveis, o rombo nas estatais e a imobilidade econômica do país, com exceção do agronegócio, mas este segmento ainda não encontrou uma equalização dialética com Lula. A real intenção de Lula é o despertar da campanha eleitoral de 2026 que segundo ele mesmo “já começou”. De fato, a disputa presidencial para o próximo ano já está a mil, mas nas redes sociais e sem violentar a legislação eleitoral. No entanto, uma coisa é o bate-boca permanente pela Internet, outra é Lula passar a responder as provocações dos internautas, podendo ser advertido que campanha presidencial ainda está proibida. A harmonização política de Lula vai precisar de um procedimento estético-verbal para evitar atropelos legais com o TSE.
Projeto mais amplo
O marqueteiro presidencial Sidônio Palmeira também quer na ofensiva midiática a presença de Janja da Silva, do vice Geraldo Alckmin e de ministros do governo. Mas não vai ser fácil levá-los para encontros com o povo sem risco das vaias.
Quem se arrisca?
A melhor aferição de aceitação popular e de real entrosamento com a massa eleitoral ainda é a de caminhar na rua e dar uma paradinha para um pastel feito na hora com suco de cana.
Sem maquiagem
Não dá para maquiar o rombo das estatais no governo Lula, mesmo que seja aplicada a explicação da ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), que garantiu que “das 11 empresas com déficit, nove têm lucro, logo não é rombo”.
Falando sério
Deixando de lado a alquimia verbal da ministra Esther Dweck, o real rombo nas estatais nada mais é do que uma demonstração do estilo petista de administrar o que não lhe pertence.
Culpa das blusinhas
A direção dos Correios argumenta ter perdido R$ 2,2 bilhões em receitas desde que o governo começou a taxar a compra de “blusinhas” xing-ling. Quem sabe revogando a taxa das “blusinhas” a empresa volte a ter lucro?
Não foi “golpe”
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, declarou que o incidente de 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe. Não se sabe bem ainda o motivo de sua manifestação sobre o caso. Ele acredita mesmo no que disse ou foi um recado direto ao Planalto para que as reivindicações do colegiado que preside sejam olhadas e despachadas com carinho?
Como é que é?
Um contribuinte viamonense reclamou de um poste sem lâmpada em frente à sua casa. A empresa responsável veio fazer a substituição da lâmpada queimada e apresentou para ele uma despesa de R$ 380,00. Resposta do cidadão: “Pode deixar como está. Pensei que o pagamento da taxa de iluminação, incluída no IPTU, me garantisse lâmpadas funcionando nos postes durante a noite”.
Palestina, um país livre
Existe uma corrente em Israel que admite a Palestina um país livre desde que não tenha Forças Armadas clássicas. Que ela tenha um sistema de segurança pública, com polícia moderna e eficiente, mas nada de tanques, aviões e belonaves.
