Definitivamente, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, está perdendo sua experiência no ambiente parlamentar. Marina tem uma longa experiência em debates. Foi vereadora, deputada estadual, senadora, concorreu três vezes ao Palácio do Planalto e hoje é deputada federal (Rede) por São Paulo e licenciada para ocupar, pela segunda vez, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima no Brasil. No entanto, mesmo com tanta experiência e “jogo de cintura” para debates parlamentares, a ministra Marina Silva anda muito sensível. Quando se vê diante de alguma pergunta desagradável e até desaforada de senadores e de deputados da Oposição, ao invés de usar a sua prática discursiva de parlamentar – situação que poderia render um bom debate – adota uma posição de vítima se queixando de machismo e misoginia. E quando se sente muito acuada, retira-se do local, como ocorreu na Comissão de Infraestrutura, no Senado, em 27 de maio passado. Nesta semana, na última quarta-feira, a ministra voltou a debater, desta vez com deputados na Comissão de Agricultura, mas respondeu a todas as perguntas dizendo-se protegida por uma oração que fez em casa pedindo a Deus que “lhe desse calma e tranquilidade.” É isso aí mesmo, ministra. Debate parlamentar é olho no olho e o seu ministério está falhando no combate ao desmatamento na Amazônia Legal que aumentou 68% em janeiro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Para tal estatística fica difícil contestá-la, ainda mais quando são dados do respeitável Imazon. Mas a ministra deixou a sensibilidade de lado e ficou até o fim.
O Imazon
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) é uma instituição científica brasileira e amazônica, sem fins lucrativos, que realiza pesquisas e projetos para promover o desenvolvimento socioambiental e a justiça climática da região. “Nosso propósito é produzir e aplicar soluções baseadas na conservação da floresta para melhorar a qualidade de vida não apenas da população amazônica, mas também brasileira e mundial”, diz sua página na Internet.
A visita de Lula
O presidente Lula visitou a ex-presidente Cristina Kirchner, ontem, em Buenos Aires. Seu colega argentino, Javier Milei não gostou do encontro, mas foi orientado a evitar críticas, porque já se reuniu com Jair Bolsonaro no Brasil, além e tê-lo convidado para sua posse.
Pegou mal
Cristina Kirchner foi condenada a pena de seis anos de prisão domiciliar, com sentença inapelável pronunciada pela Suprema Corte de Justiça da Argentina. Ela está impedida de exercer cargos políticos pelo resto da vida.
Os crimes de Cristina
Cristina Kirchner foi condenada por administração fraudulenta em detrimento do Estado durante seus dois governos, entre 2007 e 2015. Uma cartelização em 51 obras públicas lesou o estado argentino em mais de um bilhão de dólares.
A questão do IOF
Quem paga IOF para a Receita são as próprias instituições financeiras. Também estão sujeitas ao IOF as operações de câmbio: compras internacionais (on-line ou presenciais) com cartão de crédito, transferências bancárias internacionais e compra e venda de moeda estrangeira.
A contradição de Lula
O presidente Lula disse que ao propor o aumento do IOF era para os ricos pagarem o tributo e evitar que recursos da saúde e da educação sejam cortados. Mas o IOF também é pago por pobres que ainda podem comprar com cartão de crédito, sobretudo as pequenas compras pela Internet
Apelo ao STF
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter a decisão do Congresso Nacional que derrubou o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Melhor não brigar com elas...
