Rogério Mendelski

Bolsonaro x astronauta

Bolsonaro afirmou que a candidatura de Pontes é lamentável ocorrendo à revelia do partido e que a atitude do conhecido astronauta brasileiro é uma falta de reconhecimento sua própria eleição ao Senado

Nunca imaginei que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse “brigar” publicamente com o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) que resolveu disputar a presidência do Senado. Bolsonaro afirmou que a candidatura de Pontes é lamentável ocorrendo à revelia do partido e que a atitude do conhecido astronauta brasileiro é uma falta de reconhecimento sua própria eleição ao Senado. E veio uma cobrança pública: “Eu elegi você em São Paulo, deixando de apoiar o meu amigo Marco Feliciano, com uma dor enorme no coração”. Em seguida, Bolsonaro disparou: “Esse é o pagamento”? Mas o que pode ter levado o senador astronauta e se achar em condições de concorrer? Marcos Pontes não tem presença ativa na tribuna como um senador bolsonarista – e é esta a definição real do astronauta – e sequer se conhece atitudes ostensivas na oposição, como, por exemplo, as de Marcos Rogério (PL-RO), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Magno Malta (PL-ES), entre outros. O senador astronauta também não lidera nenhum grupo e seu permanente sorriso só nos leva a deduzir que ele ainda está no mundo da lua, onde ele andou bem mais perto do que todos nós. O acerto de Bolsonaro com a candidatura de Davi Alcolumbre poderá resultar na conquista de importantes comissões técnicas no Senado e a candidatura avulsa de Marcos Pontes está atrapalhando as negociações para eleição que se aproxima. O senado Marcos Pontes inegavelmente é uma figura simpática, mas entender de negociações políticas é bem mais difícil do que andar ao redor da Terra.

Bandeiras inúteis

Estudo feito por três pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) aponta que o distanciamento controlado por bandeirinhas coloridas usado pelo governo do Rio Grande do Sul no início da pandemia de Covid-19 não conteve a transmissão do vírus na maior parte do tempo em que esteve em vigor. A doença matou 43.146 pessoas no Estado, sendo 6.848 em Porto Alegre.

Os pesquisadores

A pesquisa foi feita por Ricardo Rohweder, doutorando em genética e biologia molecular, e os professores Lavinia Schuler-Faccini e Gonçalo Ferraz, e publicada na revista científica Health Security.

Terra tinha razão

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que classificou como inúteis o distanciamento social e as bandeirolas de Eduardo Leite, argumenta: “A pesquisa confirma o que dizíamos. As bandeiras coloridas do governador Eduardo Leite, durante a Covid, não evitaram o contágio. Só trouxeram mais sofrimento, com a quebradeira de empresas e mais mortes. O Rio Grande do Sul está entre os 10 estados com maior mortalidade pela Covid-19 no Brasil.”

Crítica interna

O novo homem da Comunicação Social do Planalto, Sidônio Palmeira, definiu como bom marqueteiro que é, o momento de desconfiança que assola o governo Lula. Para ele, “a política, a gestão e a comunicação têm andado separadas no terceiro mandato de Lula”.

Regra do marketing

Sidônio Palmeira sabe muito bem que qualquer êxito em campanhas de marketing, especialmente quando se trata de “vender imagem” de um governo, o “produto” precisa ganhar confiança do público-alvo. Neste caso, o “produto” chama-se credibilidade do atual governo.

Facebook está alegre

O Facebook foi a empresa que mais recebeu recursos nas últimas duas eleições brasileiras, segundo dados do Divulgacand, sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor destinado à empresa passou de pouco mais de R$ 1.700, em 2014, para quase R$ 200 milhões na corrida municipal do ano passado. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O inaceitável Propag

Eduardo Leite não se conforma com o Propag que obriga o RS a repassar valores para um fundo que traria “prejuízo inaceitável para o povo gaúcho, gerando uma perda de 5 bilhões de reais”. Este dinheiro seria destinado ao Fundo de Recuperação do RS para o atendimento dos prejuízos da enchente do ano passado.

Luta no Congresso

Se Eduardo Leite conseguir derrubar os vetos do presidente Lula no Propag que retiraram recursos da economia feita com o não pagamento por três anos das parcelas da dívida gaúcha, o governador gaúcho ganha musculatura como provável candidato presidencial numa terceira via eleitoral em 2026.