Rogério Mendelski

Começou a nova era Trump

Sempre é importante destacar que Trump tem maioria na Câmara e no Senado, além de já ter ao seu lado a maioria conservadora da Suprema Corte

O discurso de posse de Donald Trump só surpreendeu quem fez ou vai fazer oposição ao novo presidente dos Estados Unidos. Ele apenas repetiu o que sempre disse durante a campanha eleitoral e agora com plenos poderes tentará impor o seu programa de governo. O cerne de seu discurso é o mantra que já estava no seu boné, um dos símbolos da caminhada rumo à Casa Branca: “Faça a América grande novamente!” Sempre é importante destacar que Trump tem maioria na Câmara e no Senado, além de já ter ao seu lado a maioria conservadora da Suprema Corte. Portanto, será difícil para a oposição democrata tentar obstruir atos presidenciais, caso sejam considerados ilegais ou absolutistas. Não existe absolutismo na política americana porque o processo democrático é mais forte e indestrutível. A nova era Trump será afirmativa nos valores estabelecidos pelos Pais da Pátria, em 1776, quando assinaram a Declaração de Independência. O que Trump jurou na sua posse foi o de manter e defender os sólidos fundamentos democráticos da constituição dos Estados Unidos. Tudo o que Trump falou em seus discursos de campanha, um ponto importante é sobre a redução de impostos, usando uma lógica simples e consagrada: impostos menores, mais crescimento econômico. Um axioma clássico das economias liberais. E ele vai cuidar – sim! – da imigração ilegal que hoje atinge uma população de 11 milhões de pessoas, vivendo às custas dos serviços públicos americanos e causando prejuízo aos contribuintes. Vale lembrar que Trump tem o povo ao seu lado.

Imigrantes ilegais

Estima-se que 11 milhões de pessoas vivam irregularmente nos EUA — sete milhões delas, latinas, e dentre elas estão ao menos 230 mil brasileiros, conforme dados de 2022 coletados pelo Instituto de Pesquisa Pew Research.

Marco Rúbio

Anotem este nome: Marco Rúbio. Ele é senador pela Flórida e foi nomeado como secretário de Estado por Donald Trump. O equivalente no Brasil a ministro das Relações Exteriores. Ele será o 70° político a ocupar o cargo que cuida da política externa dos EUA.

Reformas rápidas

Trump quer fazer uma reforma administrativa para facilitar a demissão de funcionários de carreira e impor a diminuição de políticas de diversidade e inclusão social.

Os mais famosos

O primeiro secretário de Estado dos EUA foi Thomas Jefferson e entre tantos políticos famosos que passaram pelo cargo estão Henry Kissinger, George Marshall ( do Plano Marshall que recuperou a Europa destruída pela Segunda Guerra Mundial), Hilary Clinton, John Foster Dulles e Colin Powell.

Menos energia verde

As medidas devem facilitar a perfuração de petróleo e dificultar iniciativas de energia verde implementadas pelo governo Biden.

Bolsonaro na mídia

Jair Bolsonaro foi assunto em diversos jornais internacionais pelo fato de não ter ido à posse de Trump. Todos repercutiram a decisão do ministro Alexandre de Moraes que não liberou o passaporte do ex-presidente.

Linha dura

Marco Rúbio é filho de imigrantes cubanos e é conhecido por sua posição linha-dura a favor de Israel e contra a China, o Irã, a Venezuela, Cuba e a Nicarágua. Antes do convite de Trump, era presidente da Comissão de Inteligência do Senado e membro da Comissão de Relações Exteriores.