Rogério Mendelski

Eduardo Leite como Hamlet

O governador Eduardo Leite será protagonista na disputa de um algum cargo eleitoral em 2026. Ele vai ser candidato a presidente ou a senador e, por consequência, deverá renunciar do seu atual cargo nos primeiros dias de abril do próximo ano para manter a sua elegibilidade às eleições que serão realizadas em 4 de outubro.

De uma coisa os gaúchos podem ter absoluta certeza: o governador Eduardo Leite será protagonista na disputa de um algum cargo eleitoral em 2026. Ele vai ser candidato a presidente ou a senador e, por consequência, deverá renunciar do seu atual cargo nos primeiros dias de abril do próximo ano para manter a sua elegibilidade às eleições que serão realizadas em 4 de outubro. Seu principal objetivo é disputar o Palácio do Planalto pelo PSD ou pela nova agremiação que resultará na fusão PSDB-Podemos. Leite só ficará no seu atual partido ou na fusão dele com o Podemos se sair candidato a presidente. Mas neste projeto pessoal, o governador recebe acenos do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já com uma garantia que mexe com o sonho de Leite de ser pré-candidato presidencial, mesmo que no seu caminho apareça o nome de Ratinho Júnior, atual governador do Paraná. Entretanto, no PSDB-Podemos Eduardo Leite também poderá ser um pré-candidato a presidente, conforme declaração do presidente nacional dos tucanos, Marconi Perillo. O governador gaúcho está diante de um dilema que, nas devidas proporções, lembra o príncipe Hamlet com sua dúvida em “ser ou não ser” (to be or not to be). Só ele poderá decidir o seu futuro político, assim como Hamlet optou por continuar vivo e enfrentar os desafios de seu reino na Dinamarca.

Kassab em Porto Alegre

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, chega por aqui na próxima semana e consta que será para convidar oficialmente Eduardo Leite a ingressar no partido. E será o momento de o governador encerrar a dúvida sobre seu futuro político.

Lipoaspiração partidária

O Brasil tem tantos partidos políticos dispensáveis e inúteis que estamos vendo uma lipoaspiração entre eles, definidas como fusões ou federações. Partidos tradicionais e os mais recentes com boas bancadas, ao natural, estão se entendendo na formação de novos grupos no cenário nacional.

O SPA político

Foi no SPA partidário do Congresso Nacional que apareceram os excessos de gordura ideológica que prejudicava a vida saudável da política brasileira. A lipoaspiração com as fusões e as federações modificará o quadro partidário do Brasil. Em 2026, nosso país poderá ter um corpo político sem obesidade mórbida partidária.

Poderosa federação

O União Brasil formou uma federação com o Progressistas, passando a ser chamada de União-PP e já tem uma poderosa bancada no Congresso Nacional: 109 deputados federais e 14 senadores. Na eleição de 2026 terá mais de R$ 1 bilhão para gastar com seus candidatos a deputado, senador, governador e presidente da República.

Mais chumbo grosso

O (ainda) ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, vai para debate no Congresso Nacional. Na próxima semana, Lupi estará em audiência no Senado para responder a perguntas sobre o escândalo do INSS. A sessão será na Comissão de Transparência.

Careca do INSS

Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido pelo apelido de “Careca do INSS”, é apontado pela Polícia Federal como o principal operador financeiro do esquema de fraudes do Instituto. O “Careca” acumulou uma fortuna respeitável como imóveis em Brasília e São Paulo, além de ser dono de uma offshore nas ilhas Virgens Britânicas e um frota de veículos como Porsche, BMW, Audi e Jaguar.

As vítimas indefesas

A auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu cadastros de descontos ilegais nos contracheques de analfabetos, indígenas de comunidades isoladas, idosos com doenças graves e pessoas com deficiência.

A descoberta

Em entrevistas com uma amostra de 1.273 beneficiários do INSS em 27 estados e no Distrito Federal que tiveram descontos em seus contracheques, 97,6% deles informaram que não autorizaram os abatimentos.