Rogério Mendelski

Estatais e fundos de pensão

Acreditem: o poder real não está no controle dos ministérios, sempre sujeitos a uma fiscalização mais aberta e mais democrática, mas nas estatais e nos fundos de pensão.

Por que as empresas estatais e os fundos de pensão são tão disputados quando mudam os governos? Porque ambos operam com bilhões de reais e quem não está eticamente preparado para administrá-los será sempre tentado a escorregar para atalhos que não levam ao bom desempenho e aos reais interesses dessas organizações. Nomeações para as diretorias não estão vinculadas a excelentes currículos e sim às articulações político-partidárias visando sempre à “governabilidade” do momento. Basta dar uma pesquisada nos jornais e nas redes sociais para se observar dados discordantes e interpretações de acordo com as análises técnicas de diferentes entidades, pois há meandros contábeis bem complicados. Fundos de pensão e estatais deram lucro no governo Bolsonaro e estão no vermelho com Lula? Com relação às estatais, seus resultados financeiros são medidos pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais e pelo Banco Central e não devem ser comparáveis, pois abrangem grupos diferentes de empresas e seguem metodologias distintas. Já os fundos de pensão são supervisionados pela Superintendência Nacional de Previdência (Previc). Nesta calculada mixórdia de fiscalizações é que atuam aqueles que vieram para a real tomada do poder. Acreditem: o poder real não está no controle dos ministérios, sempre sujeitos a uma fiscalização mais aberta e mais democrática, mas nas estatais e nos fundos de pensão. Nestes, em longos períodos de administração esquerdista (que a Operação Lava Jato lancetou muita corrupção) formou-se uma nova classe social que pode ser definida como a burguesia do capital alheio. Logo, não fica difícil o entendimento pela posse de estatais e fundos de pensão.

Melo honrou a lealdade

Duas nomeações do prefeito Sebastião Melo foram uma demonstração de lealdade a dois vereadores de sua base na Câmara que não se reelegeram: Cassiá Carpes e Mônica Leal. Cassiá vai para a Secretaria de Administração e Patrimônio e Mônica Leal para a Secretaria de Transparência e Controladoria.

Duas pastas importantes

A escolha de Melo para as duas secretarias que cuidam dos negócios da administração municipal recaiu sobre dois ex-vereadores com ficha limpa. Cuidar da transparência e do patrimônio de Porto Alegre exigem competência e, sobretudo, honestidade. Cassiá e Mônica correspondem às duas exigências.

Mais uma de Melo

Lisandra Ferreira Dornelles seria indicada para o Gabinete da Causa Animal, mas Melo “desindicou-a“ depois de ficar sabendo de suas tendências esquerdistas reveladas por ela mesma nas redes sociais.

Betina toma conta

A vice-prefeita Betina Worm ficará responsável pelo Gabinete da Causa Animal, sendo, portanto, a pessoa certa para o lugar certo. Betina é médica veterinária e já foi dona de uma clinica para animais.

Milei com a bola cheia

O presidente argentino Javier Milei está realizando suas promessas de campanha. O pior já passou para os argentinos e a melhor prova é o fortalecimento do peso. O turismo de verão dos argentinos se direciona para as praias do sul do Brasil, com destaque para Florianópolis e Balneário Camboriú.

‘Dame dos’

Já houve, nas lojas brasileiras, a clássica pedida dos argentinos quando desfrutavam o auge da força de sua moeda. Tudo era tão barato que eles iam falando alto e solicitando “dame dos”.

Dólar x real

Fernando Haddad afirmou que o dólar terminou o ano de 2024 “muito forte no mundo todo”. Equívoco do ministro da Fazenda. Foi o real que ficou raquítico pela desconfiança dos investidores no Brasil de Haddad.

Milei discorda

O dólar só ficou forte em países com economia frágil e sem segurança para os investidores internacionais. O presidente Javier Milei, por exemplo, tirou o peso argentino da UTI e posicionou-o como a moeda que mais se fortaleceu no mundo diante do dólar. Questão de competência dos nossos vizinhos.