Fica difícil de acreditar que o presidente Lula tenha trocado de marqueteiro – Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira – para alcançar melhores índices de popularidade (uma obsessão de Lula) e, no entanto, com Pimenta, Lula estava bem melhor avaliado do que agora, como revelam as últimas cinco pesquisas. E, provavelmente, seu último ato político poderá piorar ainda mais a sua imagem num segmento que não pode ter fissuras com o Palácio do Planalto. Estou me referindo à nomeação da deputada federal Gleise Hoffmann (PT-PR) para a Secretaria das Relações Institucionais (SRI), ou seja (como diz Lula), trata-se da mulher errada para o lugar errado. Gleise não tem o perfil que Lula precisa para se relacionar bem com o Congresso, já que a sua missão é a de criar um clima institucional entre Lula, senadores e deputados federais. Gleise é da ala radical do PT e como presidente nacional do partido teve posições extremas que desagradaram até mesmo petistas mais moderados como Fernando Haddad e Edinho Silva, este militante histórico do partido e ex-prefeito de Araraquara. A verdade para o universo petista é ainda mais cruel do que a nomeação de Gleisi. O PT no poder desde 2003, com um pequeno hiato nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, não formou novas lideranças e partido político sem investir nas “categorias de base” fica com data de validade muito próxima do vencimento. Vide PSDB.
De volta ao passado
Lula já disse que seus próximos dois anos de governo serão mais voltados à militância petista. 2025 e 2026 serão mais radicais do que nunca e mais próximos de um extremo à esquerda. É aí que se encaixa Gleise Hoffmann.
Pesquisas diferentes
Uma coisa é pesquisa eleitoral fora de época. Não tem como contornar erros óbvios de sondagens antes das campanhas no rádio e na televisão. Mas pesquisas que tratam de fatos pontuais e atuais precisam ser analisadas como contribuição para correção de erros.
O caso do Nordeste
A queda de popularidade de Lula no seu mais tradicional reduto eleitoral – o Nordeste – deveria ser motivo de muita preocupação. Lula está perdendo terreno no Nordeste que hoje frequenta as redes sociais, mas o presidente insiste em manifestações analógicas para um público da era digital que lhe rende apenas boas gargalhadas e aplausos.
Postura equivocada
O desempenho de Lula nas manifestações mais recentes, especialmente no Norte do Brasil, está mostrando um candidato à reeleição em 2026 com o mesmo carisma de pleitos anteriores. Até o seu comportamento nos palcos revela um Lula que mistura dados estatísticos suspeitos com piadas impróprias para um presidente que deveria discursar e não fazer um stand up.
Alcolumbre é do ramo
Ninguém deveria se surpreender com a mais recente decisão do presidente do Senado Davi Alcolumbre. Ele acaba de aumentar a cota para gastos dos senadores de R$ 40.202.711,68 para R$ 45. 103.346,64. Alcolumbre conhece os senadores e como na canção da dupla Henrique e Juliano, “Conheço o meu gado”, o presidente da Casa sabe tratar até mesmo com quem lhe mostra indiferença. Cota parlamentar só abre sorrisos unânimes no Senado.
MDB já pensa em 2026
O MDB gaúcho já está pensando com muito afinco na eleição para o Palácio Piratini. Se depender apenas do partido, sem influências externas, o candidato será Gabriel Souza, atual vice-governador. Só há uma certeza, por enquanto. Chega de o MDB ser coadjuvante. A meta é a cabeça da chapa ao governo em 2026.
