O Brasil tem, atualmente, 29 partidos registrados no TSE e 19 bancadas na Câmara dos Deputados, por força das federações partidárias criadas em 2021. Por exemplo PT-PV-PCdoB ou PSDB-Cidadania ou, ainda, PSOl-Rede. O resultado de tantas siglas é a impossibilidade de governança em qualquer instância do poder Executivo. Prefeitos, governadores e presidentes não conseguem aplicar a doutrina de seus partidos, pois desde a extinção do bipartidarismo – Arena e MDB – todos são obrigados ao “diálogo” com outras bancadas, cujo interesse está centrado no mais absoluto fisiologismo – “quantos cargos eu levo dando o meu apoio?”. E é o fisiologismo vigente que tira a máscara dos chamados “interesses comuns” para uma boa gestão, substituindo-a apenas por votos a favor de um governo que precisa comprá-los se quiser ter um mínimo de êxito em suas propostas que necessitam de aval parlamentar. Pelo menos aqui no nosso país, o comportamento de alguns dos pequenos partidos não consolidam o pleno exercício do processo democrático, mas, pelo contrário, revela uma desordem partidária inédita entre as nações que desfrutam de pleno funcionamento de suas instituições. Talvez o Brasil só saia dessa redoma de tantos partidos e de uma falsa representação democrática quando tiver adotado o voto distrital puro. É o voto distrital puro (Estados Unidos e Inglaterra, são referências nesta modalidade eleitoral) que garante que menos partidos nos parlamentos sempre provam que a Democracia, segundo Winston Churchill, “é a pior forma de governo, exceto por todas as outras formas de governo que já foram tentadas na história”.
PSDB insiste em fusão
O PSDB sabe que só uma fusão pensando em 2026 pode tirá-lo da lipoaspiração crescente em suas hostes. Por isso, a possibilidade de se juntar ao PSD, ao Podemos e ao MDB aumenta dia a dia.
O problema à vista
Os tucanos ainda se acham um “grande partido” e um de seus líderes, o deputado Aécio Neves, até admite uma fusão com PSD, Podemos e MDB, “desde que seja mantido o nosso programa de governo”.
Sonho de Aécio
“O PSDB não vai acabar, não vai morrer, contra até o que torcem alguns. Ainda vamos construir um projeto ao centro, no qual tenhamos um papel ativo, com nosso programa, identidade e propósitos preservados.” É o que sonha Aécio Neves.
O PT e os fundos de pensão (1)
Os fundos de pensão das estatais estão para o PT assim como a serpente estava para Eva no Paraíso. É uma tentação irresistível que o PT sente pelo controle dos tais fundos das grandes estatais brasileiras.
O PT e os fundos de pensão (2)
O ex-executivo da Previ (Banco do Brasil), Francisco Alexandre Ferreira, suplente da senadora Teresa Leitão (PT-PE), tem seu nome apoiado pelo PT para assumir um cargo na diretoria da Funcef (Caixa Federal), com indicação de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido.
O PT e os fundos de pensão (3)
Antes da Funcef, Francisco Alexandre Ferreira teve seu nome vetado para a diretoria de investimentos da Petros (Petrobras) no processo de seleção por problemas de compliance (um conjunto de práticas corporativas para garantir o cumprimento de todas as normas legais, regulamentos, políticas e diretrizes ligadas à área de atuação de uma empresa).
O PT e os fundos de pensão (4)
Francisco Alexandre Ferreira, segundo o jornal O Globo, foi denunciado em 2019 pelo Ministério Público Federal (MPF) por gestão temerária na Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Ele também é réu por improbidade administrativa em um processo no qual a própria Petros figura como assistente da acusação.
Rastreamento do rebanho
Não está fácil a implantação do Plano Nacional para identificação de Bovinos e Búfalos por resistência dos grandes pecuaristas, cuja data limite é para 2032. O atual rebanho brasileiro é de 235 milhões de cabeças, mas a exigência vem da União Europeia que não quer saber de carne bovina de gado criado em áreas de desmatamento.
