Existem dois modelos de pesquisas que buscam saber o que o eleitor-consumidor pensa de determinado produto: a pesquisa eleitoral e a pesquisa de mercado. Já está provado que candidato e sabão em pó hoje são “produtos” que buscam a aceitação do consumidor e que em uma delas pode haver manipulação e na outra prevalece o bom senso. Na pesquisa de mercado o importante é descobrir as verdadeiras necessidades e desejos dos consumidores, as quais vão ajudar no desenvolvimento do produto. Na pesquisa eleitoral, vale lembrar que os recentes erros mostrados após a abertura das urnas, nas últimas eleições, revelam que a sondagem ou foi mal elaborada ou foi por encomenda para influenciar o eleitorado e o “produto” não era o desejado pelo eleitor-consumidor. O assunto pesquisa vem à tona porque a mais recente avaliação pelo Ipso-Ipec, divulgada na última sexta-feira, não foi uma pesquisa eleitoral, mas de mercado. O governo Lula foi mal avaliado (ruim ou péssima) por 57% no tema combate à inflação, por 57% no controle dos gastos públicos e por 50% no item segurança pública. E a definição da recente pesquisa como de mercado é porque ela apontou as necessidades e desejos dos cidadãos brasileiros diante do mau “produto” levado ao “mercado” pelo atual governo. Uma pesquisa eleitoral termina com o fim da eleição. A pesquisa de mercado mostra as correções que precisam ser feitas e os marqueteiros políticos deveriam ficar atentos, pois, caso contrário, na próxima eleição o “mercado” pode desaprovar o “produto” pesquisado.
Consignado exige cautela
O empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) deve ser examinado com muita cautela, conforme recomendação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Hoje 47 milhões de brasileiros já podem fazer “um consignado” num dos 80 bancos e instituições financeiras habilitados para a operação, mas é o próprio ministro quem adverte que o empréstimo só deve ser contraído “em caso de extrema necessidade”. Para evitar incômodos futuros.
Paulo Guimarães
A coluna recebeu do advogado Paulo Guimarães o seguinte recado: “Mendelski, agradeço a lembrança do meu nome em sua coluna do nosso Correio do Povo, mas te dou minha palavra que não tenho qualquer intenção em concorrer em 2028, na eleição municipal. Meu projeto é coordenar a construção do novo HPS, por determinação do prefeito Sebastião Melo. Missão que me orgulha muito”.
Justiça em Cuba (1)
Em Cuba, todos os magistrados, da primeira à última instância, chamam-se juízes. Não há ministros ou desembargadores. Os juízes dividem-se em profissionais, ou seja, de carreira, e leigos. Os juízes profissionais são vitalícios e os leigos têm um mandato de cinco anos, que pode ser renovado. Um juiz do Tribunal Superior Popular (STF cubano) recebe em torno de 30 euros mensais. Nenhum juiz, nem mesmo do TSP, tem qualquer tipo de assessoria para decidir. As salas possuem de três a cinco juízes e são compostas por juízes profissionais e leigos, mas a presidência é sempre de um juiz de carreira.
Justiça em Cuba (2)
As informações sobre a justiça cubana são de um artigo escrito pelo jurista Vladimir Passos de Freitas, desembargador federal aposentado do TRF 4ª Região, onde foi presidente, e professor doutor de Direito Ambiental da PUC-PR, publicado no site Consultor Jurídico, em 31 de janeiro de 2010.
Damares desagrada direita
Um simples elogio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi considerado “corporativismo partidário”. O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, no X, disse que a senadora é uma “analfabeta funcional”. Uma grosseria dispensável.
Para mais tarde
A urgência para a votação da isenção do IR solicitada à Câmara dos Deputados está em banho-maria. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta, o projeto será examinado apenas no segundo semestre. Mas como Hugo Motta viajou para o Japão com Lula, a data poderá ser alterada ainda para o primeiro semestre.
