Faltando 10 dias para o início da vigência do tarifaço anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump, de 50% a produtos brasileiros, em 1º de agosto, o cenário político não poderia ser mais desfavorável aos movimentos visando a tentativa de abrir as negociações em torno do tema.
Além da manifestação do presidente Lula em cadeia de rádio e TV, na última quinta-feira, na qual o petista elevou o tom, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, de determinar a instalação de tornozeleira eletrônica em Jair Bolsonaro, e determinar mais uma série de vedações, foram recados claros de que não ocorrerão recuos diante das investidas de Trump, que teve reconhecidas e assumidas motivações políticas para anunciar a taxação.
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Uma semana após a carta com o aviso sobre o tarifaço, Trump determinou ainda a abertura de investigação sobre práticas comerciais brasileiras “injustas”.
Estrategicamente escolhido por Lula para capitanear as negociações internas e externas visando evitar, minimizar ou adiar o tarifaço, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem trânsito e conta com o respeito dos setores envolvidos, mantém a necessária postura mediadora e cautelosa. Que não deve ser suficiente para aplacar a reação dos EUA.
Considerando o perfil e a personalidade do americano, Trump levou os movimentos do governo e do Judiciário brasileiro para o campo pessoal, o que deve deflagrar nova reação de proporções imprevisíveis.
