São grandes as expectativas em relação à reunião, marcada para esta quarta-feira, às 8h, entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), representantes de centrais sindicais e parlamentares, como a nova líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT). O encontro, que tratará da PEC do fim da escala 6x1, antecede a sessão temática, no plenário, para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da iniciativa.
Segundo o senador gaúcho Paulo Paim (PT), é esperada pelo menos uma sinalização de Alcolumbre em relação aos planos de tramitação da PEC. “Pelo menos um cronograma precisa ser estabelecido. Se a votação não for possível antes do recesso, que ocorra no início de agosto, no retorno dos trabalhos legislativos”, disse o senador, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.
Paim reconheceu que um dos elementos que está travando o avanço da pauta é o rompimento na relação de Alcolumbre e o presidente Lula, a partir da rejeição, pelo Senado, de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo. Alcolumbre teve protagonismo para o desfecho desfavorável. De acordo com Paim, no entanto, já estão em curso movimentos visando a reaproximação. “Alcolumbre me falou, claramente, que quer um encontro com Lula. E não pediu reserva, por isso estou contando. A situação não havia avançado devido ao caso Jaques Wagner, mas já está sendo tratada por Teresa Leitão (nova líder do governo no Senado”. Acreditamos ser possível que os dois conversem ainda nesta semana. Lula é sensível ao tema e Alcolumbre está disposto”, contou. Sobre a votação da PEC, antes ou depois do recesso, Paim classificou o cenário de “irreversível”.
