A 10 dias do segundo turno das eleições, as estratégias das campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que haviam adotado postura de menor exposição no primeiro turno, foram readequadas.
Além dos movimentos dos próprios candidatos, a campanha, e o acirramento entre os dois projetos distintos para o país, finalmente parecem ter despertado o eleitorado. Nas ruas e nas redes sociais.
A atuação de lideranças e militantes da esquerda visa reverter a margem de vantagem de Flávio sobre Lula, especialmente entre eleitores que se abstiveram e também aqueles mais moderados e não alinhados ao discurso da família Bolsonaro.
Os líderes e apoiadores de Flávio, trabalham para ampliar a margem de vantagem do candidato também focando nos eleitores que não compareceram às urnas no dia 4.
Considerando o cenário estabelecido, em que cada movimento e manifestação pode fazer diferença entre a derrota e a vitória, o confronto entre Lula e Flávio em um debate, o primeiro da campanha, neste domingo, na Band, a depender dos desempenhos de ambos, será estratégico. Não para militantes e eleitores já definidos, mas para os que ainda não estão convencidos e podem votar, não apenas a favor de um candidato, mas também para evitar à ascensão ou manutenção dos projetos em disputa.
Comandos do PT e do PL reforçam verbas
As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) receberam novos aportes financeiros dos comandos nacionais de seus partidos. Lula soma até agora R$ 108,3 milhões, sendo R$ 105,3 milhões destinados pelo PT. Flávio atingiu R$ 78,5 milhões. Do total, R$ 67,5 foram destinados pelo PL. O teto de valores das campanhas, considerando o 1º e o 2º turnos, é de R$ 133,3 milhões.
