O governo do Estado e a prefeitura de Porto Alegre realizaram anúncios nesta terça-feira, em eventos praticamente simultâneos, dos planos e metas para a educação. Enquanto os eventos ocorriam, a Assembleia votava, em plenário, o projeto de reajuste de 6,27% do piso do magistério.
- Assembleia do RS aprova reajuste do magistério em 6,27%
- Eduardo Leite sanciona novo piso do magistério poucas horas após aprovação na Assembleia do RS
- Melo anuncia a criação de sete mil vagas na Educação Infantil e climatização em todas as escolas
Área estratégica para qualquer governo, a educação representa um dos maiores desafios para as administrações de Eduardo Leite (PSDB) e Sebastião Melo (MDB), que estão em fases distintas. Nos dois casos, os anúncios foram marcados por metas ousadas que envolvem a tentativa de reação de curto e médio prazos, para problemas simples e complexos, que entre outros reflexos, têm deixado o Rio Grande do Sul e a Capital com desempenhos vergonhosos e preocupantes no (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) Ideb.
Primeiro governador reeleito do Rio Grande do Sul, Leite definiu a educação como principal bandeira de seu segundo mandato. No caso de Melo, a área se tornou um dos principais calcanhares de Aquiles do governo do emedebista.
Entre os objetivos anunciados pelo Piratini, em ato com as presenças de Leite e do vice, Gabriel Souza (MDB), está colocar o Rio Grande do Sul entre os três melhores desempenhos no Ideb até 2035. Cenário que não depende apenas da situação por aqui mas também dos resultados dos demais entes federados. Entre as medidas anunciadas pelo depende, além do resultado gaúcho, também da forma de conduzir a educação dos outros estados brasileiros.
Entre as medidas anunciadas por Melo, que estava acompanhado do secretário Leonardo Pascoal (PL), cuja atuação é uma das principais apostas, estão a criação de sete mil vagas de Educação Infantil e a construção de 20 novas escolas até 2028.
‘Venceu o bom senso’, diz Artur Lemos
Integrantes do Cpers conseguiram conversar com o governador durante o anúncio das obras no Colégio Estadual Júlio de Castilhos. “Interpelamos o governador, educadamente. Ele nos ouviu, mas insiste que está fazendo os ajustes necessários”, disse a presidente do Cpers, Rosane Zan, ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.
A conversa no Julinho aconteceu pela manhã, antes da votação do reajuste do piso na Assembleia. Apesar das críticas da oposição e da mobilização do Cpers, o governo garantiu a aprovação com facilidade. “Venceu o bom senso de quem enxerga que este governo valoriza a educação. Muito há que se fazer, mas não podem negar que, junto com a base, fizemos o que hoje quem contesta não fez”, disse o chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, à coluna, em menção às ações da oposição quando comandou o Piratini.
