Taline Oppitz

Ativo eleitoral de Lula, isenção do IR entra em vigência

Agora, outra bandeira do governo deve entrar em destaque: o fim da escala de trabalho 6x1

Luiz Marinho afirmou que fim da escala 6x1 será menos complexa de ser aprovada em função do ano eleitoral
Luiz Marinho afirmou que fim da escala 6x1 será menos complexa de ser aprovada em função do ano eleitoral Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Aprovada e sancionada em 2025, entrou em vigência, nesta quinta-feira, primeiro dia de 2026, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a cobrança gradativa para quem recebe até R$ 7.350.

Segundo o governo federal, a mudança irá beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros. Considerando a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nada muda neste ano, apenas a partir de 2027, que tem 2026 como ano base. As alterações, no entanto, começarão a ser sentidas agora, com impacto imediato, por exemplo, na retenção do imposto sobre o salário de janeiro, na folha de fevereiro.

A proposta, que foi anunciada antes de ser enviada ao Congresso, em março de 2025, em meio à queda da popularidade de Lula (PT), não era apenas uma promessa de campanha, mas uma bandeira antiga do presidente e do PT. A iniciativa foi uma das mais estratégicas a vingar no ano passado e será amplamente explorada durante a campanha, quando Lula tentará emplacar mais um mandato no comando do Planalto.

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Neste ano, ganhará mais destaque outra ação que já figura como uma nova bandeira do governo e do PT, e que, se avançar, certamente terá reflexo nas urnas: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6x1.

Às vésperas do ano novo, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a pauta pode avançar e sua aprovação se tornar menos complexa em função do ano eleitoral. “A jornada de trabalho, por ser um ano eleitoral, talvez até facilite, em vez de ser difícil. Vai depender muito de como as categorias, de como os trabalhadores irão se mobilizar”, disse o ministro.