Auxílio emergencial gaúcho se torna problema político

Auxílio emergencial gaúcho se torna problema político

Movimentos e articulações representam uma equalização complexa para o governo

Taline Oppitz

Partidos articulam emendas e cenário preocupa o Piratini

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Dois projetos com potencial polêmico estão na pauta da sessão plenária da Assembleia nesta terça-feira. O relativo às taxas do Detran, que já começou a ser discutido na última semana, e, portanto, precisa ser vencido antes da análise da proposta de auxílio emergencial apresentada pelo governo gaúcho. A matéria foi elaborada, com aval do governador Eduardo Leite (PSDB), com base em iniciativas dos deputados Valdeci Oliveira e Luciana Genro. O Executivo destinou R$ 100 milhões para viabilizar auxílios a pessoas físicas e jurídicas dos segmentos de alojamento e alimentação, além de parcela para mulheres chefes de família.

A questão é que partidos estão articulando a apresentação de emendas, em plenário, para a inclusão de outrosmovimentos e articulações representam uma equalização complexa para o governo setores atingidos pela pandemia entre os beneficiários. No caso da bancada do PT, a intenção é a de incluir as escolas privadas de educação infantil. A ideia, para fugir do vício de origem, já que parlamentares não podem gerar despesas para o governo, é a de que o Executivo remova ou amplie o teto de R$ 100 milhões estabelecido no projeto, viabilizando a inclusão de outros setores.

Os movimentos e articulações representam uma equalização complexa para o governo e seus negociadores e colocam os próprios parlamentares na delicada situação de definir quem deve ser beneficiado e os que ficarão desassistidos. O cenário preocupa o Piratini, que após várias reuniões, decidiu propor um pacto para o texto não ser modificado. 

 


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