Bolsonaro quer mulher na vice para 2022

Bolsonaro quer mulher na vice para 2022

Nome mais cotado para a vaga é da senadora Daniella Ribeiro, do PP da Paraíba

Taline Oppitz

Daniella é primeira mulher a representar seu estado no Senado

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Um dia após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL são intensivas as articulações do mapa eleitoral visando as composições para a corrida presidencial e também as alianças estaduais. Os partidos preferenciais nas negociações são o PP e o Republicanos, mas outros também estão envolvidos nas negociações. Presidente do PL gaúcho, o deputado federal Giovani Cherini, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, afirmou que, segundo a vontade de Bolsonaro, seu vice será do PP. E mais: uma mulher. “O presidente gostaria de ter uma mulher progressista como parceira de chapa”, disse, em entrevista ao programa ‘Esfera Pública’, da Rádio Guaíba.

Presidente estadual do PP, Celso Bernardi reforçou a informação de Cherini. Segundo ele, no partido, o nome mais cotado para vice de Bolsonaro é o da senadora Daniella Ribeiro, do PP da Paraíba. Ela é pedagoga e foi eleita em 2018 como a primeira mulher a representar seu estado no Senado. “Daniella é um ótimo nome para o desfio”, afirmou Bernardi.

Outro nome, no entanto, contaria com a preferência de Bolsonaro. O da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, atualmente filiada ao Dem. Integrante do governo desde janeiro de 2019, Tereza Cristina é uma das ministras mais respeitadas e não costuma se envolver em polêmicas. Ela foi indicada por integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária, uma das mais fortes do Congresso Nacional. Com a fusão entre Dem e PSL, criando o União Brasil, ainda não homologado pela Justiça Eleitoral, Tereza Cristina poderia ingressar no PP, coroando a esperada aliança. Em outro cenário possível, ela disputaria uma cadeira no Senado. 

Cherini: no PL agora lido com a fartura de nomes
Antes administrando a falta de nomes para disputar as eleições, especialmente nas proporcionais, o presidente do PL no Estado, Giovani Cherini, afirmou que agora a situação é totalmente diferente, pois ao se filiar ao partido, Bolsonaro levará com ele uma série de lideranças. Entre elas, Onyx Lorenzoni, que disputará o Piratini. “Antes estava preocupado com a falta de nomes, agora lido com a fartura”, disse Cherini. Presidente do Dem no Rio Grande do Sul, Rodrigo Lorenzoni, corrobora a informação. Segundo ele, cerca de 85% dos integrantes do partido no Estado migra para o PL. 

Posições distintas na largada
Ao analisar o cenário nacional, o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, disse que o partido estará com Bolsonaro, mas que a prioridade no Rio Grande do Sul é a candidatura do senador Luis Carlos Heinze ao Piratini. Bernardi garantiu que não há chance de recuo do partido. Rodrigo Lorenzoni, que defende uma aliança ao Executivo gaúcho ainda no primeiro turno, destacou que ainda é muito cedo para sustentar uma posição definitiva. “A postura do PP neste momento pode ser um pouco precipitada”, disse Lorenzoni, defendendo que quanto mais unificado estiver o palanque de Bolsonaro no Estado, melhor. 


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