O curto período de campanha no segundo turno, que começou na segunda-feira, está pressionando coordenadores de campanhas e candidatos a correrem contra o tempo na busca de apoios e de votos. Entre as prioridades, estão adequações nas estratégias colocadas em prática nos programas eleitorais de rádio e TV e nas inserções, distribuídas ao longo das programações, que têm maior potencial para atingir eleitores.
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De acordo com Luiz Otávio Prates, coordenador-geral da campanha de Sebastião Melo (MDB), um dos focos será o alto índice de eleitores que se abstiveram. “Vamos trabalhar para incentivar esses eleitores a comparecerem às urnas, a participarem e estimular”, disse, em entrevista ao programa “Esfera Pública”, da Rádio Guaíba.
Ele destacou que a campanha irá focar ainda mais nas conquistas do governo e no que é preciso avançar. “Vamos mostrar o que foi feito e projetar o futuro, evidenciando que são dois projetos distintos disputando a eleição”.
As diferenças entre as propostas em jogo também serão exploradas, de forma ainda mais incisiva, pela campanha da candidata do PT, Maria do Rosário. Segundo Cícero Balestro, coordenador político da campanha petista, outro fator estratégico é a equalização dos tempos nos programas de rádio e TV, e, especialmente, do número de inserções veiculadas ao longo das programações. “O Melo tinha 1,6 mil inserções e a Maria um pouco mais de 600. Agora, teremos a mesma quantidade. Isso muda muito”, disse.
Em relação ao alto índice de rejeição, Cicero ponderou. “Sabemos que há rejeição, mas não podemos atribuir isso a ela, e sim a resistência de ala do eleitorado com a esquerda”. O entendimento do PT é o de que a maioria dos eleitores de Porto Alegre quer mudança. A conclusão é baseada na soma dos votos obtidos por Rosário e Juliana Brizola (PDT), que aliados às abstenções, representam índice superior ao conquistado por Melo no primeiro turno.
