Taline Oppitz

Candidatos ao Piratini já escolheram seus alvos nas eleições deste ano

Além de Leite, postulantes que integraram a base tucana também estarão na mira

Promessa de que não concorreria à reeleição e renúncia ao governo serão pontos explorados pelos concorrentes
Promessa de que não concorreria à reeleição e renúncia ao governo serão pontos explorados pelos concorrentes Foto : Matheus Piccini

Candidato do PSDB ao governo gaúcho, Eduardo Leite, que renunciou ao Palácio Piratini nove meses antes do fim do mandato para tentar viabilizar planos nacionais, que acabaram frustrados, será um dos principais alvos nas eleições deste ano. Além do fato de ter renunciado, Leite prometeu que não concorreria novamente ao governo e será ainda um alvo preferencial natural por ter de defender as ações de sua administração.

A situação de alguns adversários do tucano, no entanto, considerando a artilharia a ser utilizada durante a campanha, também não será uma tarefa fácil. Candidatos que criticam Leite integram partidos que foram decisivos para que os planos do então governador obtivessem êxito na Assembleia. São os casos, por exemplo, de Onyx Lorenzoni, que hoje representa o PL, mas que deixou o Dem, acompanhado de uma série de lideranças que integravam a base de Leite e que votavam majoritariamente com o governo.

O PP passará pela mesma situação, mas ainda mais delicada. Segunda maior bancada da base aliada, o partido não apenas comandou a Casa Civil durante a maior parte da gestão, com Otomar Vivian, mas também ocupou o cargo de líder do governo na Assembleia, com Frederico Antunes. Ou seja, o PP era responsável pela articulação política da administração, que aliás, à época, obteve 100% de aprovação dos projetos. O partido não apenas deu votos favoráveis à maioria das propostas, mas foi essencial para convencer deputados dos demais partidos a fazer o mesmo.

O MDB enfrentaria o mesmo cenário se tivesse mantido a candidatura de Gabriel Souza, pois era o aliado com a maior bancada.