Lula, seus articuladores e aliados têm motivos de sobra para perder o sono. Depois do Datafolha, nesta quarta-feira foram divulgados dois novos levantamentos, do Genial/Quaest e da Paraná Pesquisas, que corroboram o tombo na popularidade e o aumento da desaprovação do presidente.
O Genial/Quaest aplicou o levantamento em oito dos 11 estados mais populosos do país. Em todos eles, a desaprovação ao governo supera o índice de aprovação, incluindo tradicionais bases eleitorais de Lula, como Bahia e Pernambuco. Em seis estados, o percentual de desaprovação é superior a 60%.
Entre eles, no Rio Grande do Sul, com 64%, colocando em xeque a defesa de que o auxílio da União, em função das enchentes, foi histórico como a tragédia. Ações foram colocadas em prática, mas não fizeram jus à demanda, na avaliação dos gaúchos.
O delicado cenário, o pior considerando os três mandatos de Lula no Planalto, é resultado de um combo, composto por pautas relativas à economia, que dependem da situação internacional, além das decisões internas, de investidas eficazes da oposição, apesar de práticas muitas vezes questionáveis, de erros na comunicação, que não consegue dar holofotes aos avanços, da incapacidade de petistas em fazer a autocrítica, terceirizando responsabilidades, e, em boa medida, de trapalhadas e equívocos, protagonizados por Lula e por integrantes do primeiro escalão. Até aqui, nestes dois anos, aliás, o governo tem facilitado, e muito, a vida da oposição.
