O governo do Estado foi obrigado a recuar da realização da sessão plenária extraordinária, nesta sexta-feira, na qual seriam analisados três projetos de reestruturação de carreiras do funcionalismo público. A decisão se deu em função de cenário incontestável: seria impossível analisar com a responsabilidade que a pauta exige as três propostas que, juntas, somam mais de 220 páginas, além de anexos, que alteram mais de 170 leis e que terão impacto para mais de 100 mil servidores. Mais do que extensos, os textos são complexos.
Diante da constatação, discutida pela manhã, em encontro no Piratini, com a presença do governador Eduardo Leite (PSDB), do líder do governo, Frederico Antunes (PP), e de secretários do núcleo duro da gestão tucana, uma reunião extraordinária de líderes foi chamada (foto). Por unanimidade, a sessão plenária foi, então, suspensa. Ainda não há nova data para sua realização, apesar dos planos do Executivo de realizar a votação ainda durante o recesso parlamentar, portanto, até o dia 31 deste mês. O argumento é o mesmo.
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A necessidade de votação antes da divulgação do novo boletim fiscal, relativo ao último quadrimestre, que deve apontar o ingresso do Estado no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Além da resistência de sindicatos de categorias numerosas como da educação e da segurança, deputados da oposição à direita e à esquerda iniciaram ainda na quinta-feira movimento que ganhou corpo, inclusive com o apoio de aliados, por mais tempo para análise dos projetos e seus impactos.
Em tempo: se pagasse para ver, o governo corria o risco de não aprovar sequer o requerimento de realização da extraordinária.
