A negativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), de ler requerimento para viabilizar a instalação da CPMI do Banco Master, durante a sessão do Congresso, na última semana, foi um movimento que evidenciou o ambiente que marca os bastidores em Brasília.
Movimentos em torno da comissão devem seguir correndo nos próximos dias, mas é pouco provável que ela saia do papel, salvo algum fato inesperado que deixe o Congresso sem alternativa. Apesar de manifestações públicas em defesa da criação da CPMI, há um temor, entre lideranças e partidos, do que pode acabar vindo à tona durante as investigações parlamentares. Como diz o ditado, “todo mundo sabe como começa uma CPI, ninguém sabe como termina”.
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Ainda mais quando se trata de uma das maiores fraudes financeiras da história do País, que envolve bilhões de reais e ligações com esquemas que atingem protagonistas do andar de cima da pirâmide de poder nos campos político, jurídico, empresarial e financeiro. No caso remoto da instalação, a CPMI já nasce fadada ao esvaziamento, considerando a proximidade do calendário eleitoral, que já mobiliza políticos e partidos, a Copa do Mundo, e o recesso parlamentar de julho.
