O momento segue exigindo atenção aos resgates e cuidado aos milhares de desabrigados e desalojados no Rio Grande do Sul, mas a fase de reconstrução simultaneamente, já está sendo pensada.
Um dos principais desafios será o de aprender com a tragédia extensa e inédita que atinge o Estado antes de colocar em prática a próxima etapa.
Não será possível reconstruir municípios que foram dizimados nos mesmos locais. Parte deles, como no caso do Vale do Taquari, que sofreu pelo menos quatro eventos climáticos extremos nos últimos meses. Nenhum com as proporções do atual.
Professora titular do departamento de Geografia da Ufrgs e doutora em geografia física com ênfase em Geomorfologia, Nina Simone Vilaverde destacou que o fator pertencimento e o vínculo das comunidades com os locais onde habitam é compreensível, mas que a decisão envolve preservar vidas e a dignidade das pessoas.
“Quando falamos sobre a necessidade de mudar cidades de lugar por questões humanitárias há resistências e incredulidades, mas isso não inédito. No Brasil, municípios já foram transferidos por questões econômicas” disse a professora em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira.
A reconstrução do Rio Grande do Sul, portanto, precisa observar e considerar a nova realidade tornando o processo e o objetivo final em uma readequação.
